Geral

Dez anos de oração e evangelização em Pomerode

Irmãs Carmelitas Mensageiras do Espírito Santo completam em abril dez anos de atuação em Pomerode e região, com
obras religiosas e sociais

26 de fevereiro de 2016

Uma vida inteira doada a Deus e ao próximo. Assim é a vida de muitos religiosos e religiosas por todo o mundo, que tem como objetivo evangelizar todas as pessoas que necessitem do amor e da palavra de Deus. As Irmãs Carmelitas Mensageiras do Espírito Santo chegaram em Pomerode no ano de 2006 e este ano completam dez anos na cidade. Atualmente as Irmãs moram na Capela Nossa Senhora das Graças, no Bairro Ribeirão Clara e desenvolvem diversos trabalhos pastorais e sociais por toda a região. Segundo Irmã Sandra, uma das principais atividades como religiosas é levar o evangelho e ajuda espiritual para os mais necessitados. “Seguimos uma pequena programação semanal para nossos trabalhos de evangelização. Na segunda-feira temos adoração e atendimento as pessoas que precisam de oração e também visita ao Asilo Pommerhein.

Terça-feira visitamos os enfermos do Hospital e Maternidade Rio do Testo e a noite temos um grupo de oração na cidade de Timbó. A quarta-feira é dedicada aos estudos, para nos aperfeiçoarmos e trabalharmos no CEAMA. A Irmã Andréia e eu estamos cursando Serviço Social e a Irmã Milena, Pedagogia. Quinta fazemos atendimento aqui e nas casas das pessoas que nos procuram. Além de cuidar da catequese aqui na Capela e em todas as pastorais que precisam. Na sexta-feira, cada quinze dias, realizamos atendimento de oração na Casa da Solidariedade. E uma vez por mês atendemos na matriz de Jaraguá do Sul pessoas que precisam de oração. Além de pregar retiros e outros tipos de evangelização, somos missionárias, onde está ao nosso alcance e onde precisam da palavra iremos evangelizar e levar a palavra de Deus”, explica a irmã.

Atualmente a Comunidade São José, em Pomerode, é composta por cinco religiosas que vivem da providência divina, ou seja, nenhuma delas tem salário e vivem com a ajuda do próximo e com a confiança em Deus e no poder da oração, conforme explica Irmã Sandra. “Nós vivemos da Divina Providência, não temos salários, as despesas são custeadas por ações e por ajuda do próximo. Três irmãs estão cursando faculdade e não conseguimos bolsas, então estamos pagando conforme as doações e arrecadações do nosso bazar de roupas e nossos artigos religiosos, que revertemos em verba para custear nossos gastos, que vão desde a compra de alimentos até o custeio de nossos estudos”, explica.

O CEAMA – As Irmãs Andréia e Sandra cursam Serviço Social e a Irmã Milena, pedagogia, tudo isso para uma causa nobre que é a construção do CEAMA (Centro de Assistência Madre Maria José), que é uma associação sem fins lucrativos constituída em 20 de dezembro de 2009. Ela terá como objetivo abrigar crianças de 0 a 7 anos, vítimas de abandono, violência doméstica, situação de risco e vulnerabilidade social, órfãs ou não, de ambos os sexos, independe de cor, raça ou religião. Segundo a Irmã Andréia, além de atender essas crianças o objetivo é atender também as famílias, para que não haja a desestruturação delas. ” O objetivo do CEAMA é atender crianças de 0 a 7 anos, vitimas de abandono, maus tratos e que precisam ser retiradas de suas famílias. Vamos acolhê-las, e além do trabalho com as crianças, proporcionaremos um atendimento também aos pais, para que não haja uma desestruturação da família, e em últimos casos, a criança vai para a adoção”.

A ideia de ter o CEAMA em Pomerode nasceu por vontade da Madre Maria José do Espirito Santo, fundadora e superiora geral da congregação, devido a região de Pomerode não ter nenhuma casa de abrigo do tipo. “Aqui na região não temos nenhuma casa de abrigo a menores, as que existem em nosso estado são bem distantes daqui, o que acaba causando ainda mais mal a essa criança, que além de serem retiradas das famílias, passam a viver em outra cidade, em outra realidade. Com a instituição aqui, elas se sentirão mais seguras e adaptadas”, explica Irmã Andréia.

O terreno para a construção do Centro de Assistência fica no bairro Testo Rega e foi doado por uma pessoa da cidade de Blumenau. Agora as irmãs trabalham com ações para arrecadar dinheiro para o início das obras. “Recebemos essa doação da Marlene Assini, da cidade de Blumenau, uma pessoa leiga e que desde que viemos para Pomerode nos apoiou nessa causa. Com essa doação demos nosso primeiro passo em 2009, após isso foi feita a unificação do terreno, que continha duas escrituras. Foi elaborado o projeto arquitetônico, agora o próximo passo é fazer uma tubulação do esgoto que passa pelo terreno, onde vamos ganhar mais espaço, depois disso vamos adiante com a construção, aos poucos, sabemos que só com os eventos que fazemos não vai ser suficiente, ou isso pode levar muito tempo, pois a obra tem um custo bem alto. Então, nosso intuito nesse momento, é divulgar o projeto para que as pessoas entendam do que se trata o CEAMA e buscar formas a nível municipal, estadual e federal, como abater o imposto de renda através de doações”.

As irmãs realizam durante o ano vários eventos em prol do CEAMA. Um deles acontece no próximo dia 12 de março, que é o pedágio solidário, onde as irmãs pedem a contribuição de todos para essa causa. “Durante o ano realizamos o pedágio, festa julina, pastelada, bazar, tudo em prol da instituição, e também algumas empresas realizam ações em prol da instituição, mas é sempre muito difícil encontrar voluntários para nos auxiliar na realização das ações. Por isso fica o convite para aqueles que queiram nos ajudar no pedágio que será realizado no dia 12 de março para comparecer às 7h na sede da Paróquia São Ludgero. Toda ajuda é bem-vinda. As pessoas que passarem pelo pedágio, que nos ajudem conforme manda o coração”, enaltece a Irmã.

“Para as pessoas que queiram contribuir, temos uma conta disponível para receber toda e qualquer tipo de doação financeira. Temos também o bazar de roupas, deixamos aberto o convite para as pessoas que queiram nos ajudar com a doação de roupas que não são mais utilizadas. Temos um valor mínimo de R$2 no bazar, mas caso a pessoa esteja realmente necessitando, fazemos a doação. Se não usamos como uma forma de arrecadação para o centro e para mantermos nossa evangelização”, finaliza.

Notícias relacionadas