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“Desenhar faz parte da minha vida”

Pomerodense sente satisfação e alegria em desenhar. Sempre atento aos detalhes, cada desenho é especial

11 de maio de 2016

Quem nunca se deparou com uma folha em branco e um lápis na sua frente e não soube o que fazer? Ficou um tempo apenas olhando o papel sem nenhuma ideia? Tem aquele que começa a escrever, tem aquele que faz arte dobrando papéis e, alguns, vêem no papel, uma forma de expressar todos os seus sentimentos, através de desenhos. Catiano João de Andrade é um deles.

O gosto pelos desenhos surgiu quando Catiano ainda era criança. “Desde a época dos desenhos japoneses. Sempre na escola tinha aquela vontade de pegar o giz de cera e lápis para desenhar. Minha mãe foi me estimulando, meu pai também, quando ele ainda era vivo e, depois fui melhorando”. Catiano começou a desenhar quando tinha sete anos. Começou fazendo cópias de desenhos, depois de um tempo passou a não copiar mais e viu que estavam ficando bons, que estava progredindo e isso o motivou a continuar.

Muitos acreditam que é preciso muita técnica para fazer um bom desenho, no caso de Catiano, ele não se apegou a técnicas. “Tive aula com o Eduardo Simch e ele me deu algumas dicas de luz e sombra, hachuras, só que eu não me apeguei muito ao termo da técnica, no papel vale tudo. Sou muito focado em desenhos de realismo ou Mangá, que são os desenhos japoneses, que eram febre nas crianças”.

Dentre vários desenhos feitos, impossível para ele escolher o que mais gostou, cada desenho tem detalhes que o torna especial. “São vários os desenhos que gosto, todos os que tenho guardado em casa, todos os que faço e acho que ficaram bons eu não entrego pra ninguém, eu guardo”.

Os desenhos são em preto e branco, feitos apenas com lápis, até mesmo um lápis simples HB. “Eu sou muito apegado aos detalhes, acho que todo o desenhista é. Quando eu começo a desenhar e vejo um detalhe que não ficou bom eu já rasgo e começo de novo, se passou no teste, se eu gostei, eu não entrego para ninguém, até mesmo quem me pede para fazer um desenho, eu entrego uma cópia e o original sempre fica comigo”.

“O desenho faz parte da minha vida, parte de mim. Quando desenho sinto satisfação, alegria. Às vezes se estou com problemas, estressado e, então foco na folha, faço o meu desenho e quando vejo, até esqueço os problemas”, finaliza.

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