Geral

Desejo de ser mãe

Com o forte desejo de ser mãe, Bruna passou por
grandes dificuldades até ter Anna Cecília em seus braços

6 de maio de 2016

A história de Bruna Tiedt Schlup começa ainda na infância, quando conheceu seu atual marido. Entre idas e vindas, depois de algum tempo se reencontraram, resolveram ficar juntos. “Sabe quando você revê uma pessoa e, em pouco tempo, tem a certeza que quer constituir uma família?”. O desejo de ter uma família e se tornar mãe, deram forças para continuar, a cada dificuldade que aparecia em cada gravidez, sempre contando com o apoio de muitas pessoas e de seu marido, Werner Schlup Neto.

A primeira notícia de que Bruna estava grávida veio no ano de 2010, após 16 semanas de gestação, quando teve seu primeiro aborto, que foi diagnosticado como espontâneo. “Foi algo que nos deixou mais unido como casal, nos deu mais vontade de constituir nossa família”, ressalta Bruna. Meses depois, com autorização do médico, veio a notícia de outra gravidez no ano de 2011 e, desta vez, após 22 semanas de gestação, o casal enfrentou novamente a notícia de um aborto. “Foi outra decepção. Nosso mundo desabou. Perdi o bebê no hospital, quando levei minha mãe, que estava com câncer, a uma consulta”.

Bruna não tinha plano de saúde, resolveu pesquisar o que poderia estar causando os abortos. Conta que tinha muita dor, corrimento e pequenos sangramentos. “Com a pesquisa, tudo me levava a crer que tinha Insuficiência Itsmo-cervical (IIC), onde o cólo do útero não segurava o peso do bebê. Procurei meu médico novamente e expliquei que não tinha plano de saúde, falei das minhas perdas e que havia estudado e conversado com outras pessoas que tiveram os mesmos sintomas. A forma de prevenir era fazer a cerclagem, que é feita entre 13 e 16 semanas, antes que as alterações no cólo do útero sejam muito visíveis”.

A cirurgia tem a função de suturar o cólo do útero para que segure o feto até que esteja pronto para nascer. Bruna engravidou pela terceira vez em 2013 e a cerclagem foi feita. Porém, ela não segurou a gestação e, com 27 semanas, a bolsa rompeu. Era uma menina, nasceu no hospital, mas sem vida. Após três tentativas, o casal resolveu interromper por um tempo o desejo de ter um filho. A mãe de Bruna estava novamente doente e estavam terminando de construir sua casa. Mas, nunca desistiram, resolveram durante este período procurar um especialista para fazer exames completos. “Cheguei a fazer exames para ver se tinha algum problema genético. Todos os exames foram feitos e estava tudo certo, então a próxima hipótese era a IIC”, comenta Bruna.

Durante o tempo que decidiram esperar, Bruna voltou a trabalhar. “Consegui um emprego bom, mas tive problemas de saúde. Tomei antibiótico e ele cortou o efeito do anticoncepcional. Engravidei em dezembro de 2014 e, desde o começo da gravidez, tive problemas de infecção na bexiga, além dos problemas da IIC. Com o diagnóstico de gravidez de risco, fiz a cerclagem com o Dr. Paulo Maurício Pizzolatti. Foram meses de consultas, indo de semana após semana ao médico. Fiquei de cama e tive feridas por todo o corpo, pois estava muito tempo deitada. No mês de maio de 2015, fiquei 21 dias no hospital”.

No dia 18 de julho o casal realizou o grande sonho de constituir uma família. “Anna Cecília nasceu no aniversário do meu sogro. Meu marido havia acabado de ser operado no joelho e não pôde assistir ao parto. Minha cunhada Amanda, que foi minha doula, me ajudou muito no parto, que durou 12 horas”. Durante toda a gestação, foram muitos os sustos que tiveram. “Sempre tive ajuda da minha mãe, sogra, da minha vizinha e a tia do meu esposo que me visitavam. Meus familiares e amigos, tanto da empresa quanto os amigos de vida. Muitas foram minhas perdas, mas o amor que sinto por cada filho é único. Tenho orgulho em falar que sou mãe quatro vezes. Afinal, o amor de uma mãe por um filho já começa quando você sente que seus dias estão atrasados e se completa no resultado positivo. Mesmo a Anna Cecília nascendo com 35 semanas, quando a vi pela primeira vez depois do parto, foi meu instinto de mãe que gritou que a levassem para ver se precisava de UTI Neonatal, pois havia tomado corticoides e não sabia o estado de saúde dela. Mas, graças ao nosso bom Deus, tudo estava bem”.

O desejo e o sonho de Bruna sempre foi ser mãe. “Minha mãe que me criou tinha tanto amor que teve dois filhos e adotou a mim e outra menina. Ela que me inspira, é com ela que tiro minhas dúvidas, inclusive ela é madrinha da Anna Cecília. Agradeço do fundo do meu coração a Deus por ter me dado a oportunidade de ser mãe tantas vezes. Ao meu marido Werner, que sempre estava ao meu lado em todas as perdas e que na gestação da Anna foi meu enfermeiro particular. Ao Dr. Paulo Maurício Pizzolatti, meus pais, minha sogra e sogro, minha cunhada, minha família, meus amigos, a empresa e colegas de trabalho e a todos do hospital de Pomerode, que tiveram uma paciência enorme comigo”.

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