Descobrindo o mundo das cervejas
Eles estão seguindo uma tendência que não para de ganhar adeptos no Brasil. A cada dia descobrem novos sabores e estão sempre em busca de inovações. Estamos falando de dois apreciadores de cervejas especiais ou gourmets, como eles têm sido chamadas no mercado gastronômico. Um deles já se aventurou, inclusive,…
Eles estão seguindo uma tendência que não para de ganhar adeptos no Brasil. A cada dia descobrem novos sabores e estão sempre em busca de inovações. Estamos falando de dois apreciadores de cervejas especiais ou gourmets, como eles têm sido chamadas no mercado gastronômico. Um deles já se aventurou, inclusive, em fabricar o seu próprio líquido e ambos querem estimular mais pomerodenses a ingressar nesse universo cervejeiro.
No mundo inteiro o estilo mais consumido é a Pilsen, tradicional dourada ela é somente a porta de entrada para àqueles que querem desvendar esse mundo de marcas e estilos.
Cursos, workshops e até graduação em tecnólogo existem para capacitar aqueles que desejam explorar de maneira profissional a cerveja ou mesmo queiram aprender algumas lições para apreciá-la com mais veemência.
Mas voltando a falar de cerveja especificamente, são as Weizen (de trigo), que acabam apresentando um novo mundo ao apreciador. Com toques frutados e coloração turva ela já faz a pessoa bebê-la de forma distinta das demais cervejas. E foi justamente esse estilo de cerveja que aguçou a curiosidade e o paladar de Meycon Allan Peixer, de 28 anos, que desde 2005, abandonou as cervejas comerciais e partiu para esse nicho das artesanais e especiais. “Comecei comprando a cerveja weizen da Eisenbahn, mas em 2005 fui para Alemanha a trabalho e vi que lá cada cidade tinha sua cerveja e pensei: por que não aprender a fazer aqui e começar a experimentar com os amigos?”, se perguntou Meycon.
A partir daí o jovem começou a pesquisar na internet e iniciou o processo de fabricação da sua própria cerveja. Outro motivo que aumentou o desejo de Meycon de ter sua própria produção, foi o custo das cervejas especiais, que podem começar em torno de R$ 10 a R$ 15 uma garrafa de 600 ml, enquanto que fazendo em casa ela custa R$ 1 por litro. Economia e diferencial na hora de convidar os amigos para tomar aquela cervejinha gelada.
A mais exótica que fez até agora, foi com casca de laranja, mas ele confessa ter colocado pouca casca e por isso o sabor não atingiu o que ele desejava. Mas o bom desta brincadeira é poder inventar. “Outro dia fiz uma no método champagne e coloquei melado além do açúcar que ficou dois dias fermentando. Ficou interessante bastante adocicada”, revelou, lembrando que tudo que faz é de maneira improvisada e os insumos como o malte, lúpulo e fermento são adquiridos em sites.
Já Tales Dallmann, também é um apreciador das artesanais e especiais e assim como Meycon começou pela Eisenbahn, mas logo ultrapassou as divisas e fronteiras e hoje se aventura nas frutadas famosas da Bélgica. Sim, frutadas. Isso mesmo que você leitor entendeu. Para quem não está acostumado e só ouve falar de Lei de Pureza de 1516, da Baviera, onde podemos enquadrar as tradicionais cervejas alemãs e tchecas, saiba que há outras duas escolas que gostam de inovar e principalmente apresentar mais variações ao paladar. “São três escolas tradicionais: a belga, a alemã/tcheca e a Inglesa. A primeira tem as cervejas estilo Trappiste, que seguem a receita criada pelos monges trapistas e também investe no mercado das frutadas”, comentou Tales enquanto saboreava uma Belgian Floris Kriek, que tem sabor de cereja, durante a degustação que acompanhou a reportagem, promovida pelo Juergen Schwartz, proprietário do Siedertal, que também é um apreciador e hoje tem a melhor carta de cerveja da cidade.
A paixão pelas cervejas belgas, que Tales garante ser o destino de todo entusiasta, é definida da seguinte forma: “se a Alemanha é o país da cerveja, a Bélgica é o paraíso”, afirmou.
Tales garante que já bebeu mais, porém desde que começou guardar as garrafas degustadas já contabilizou 60 rótulos e busca em Balneário Camboriú e Blumenau sempre algo novo. “Aqui é muito difícil encontrar. Nos mercados não têm e, onde tem, o preço é muito alto. O legal aqui no Siedertal é que o Juergen sempre busca novas marcas e estilos para que possamos conhecer ainda mais esse universo”, concluiu Tales.
Por isso, quem está começando, para não estranhar, pode começar experimentando os diversos tipos de malte que há nas cervejas pilsens e depois seguir para um paladar mais rebuscado. Ein Prosit!
Degustação
Para falar de cervejas especiais é preciso degustá-las. E foi justamente isso que fizeram Jurgen, Tales, Meycon e os repórteres. Na ocasião foram experimentadas: a Belgian Floris Kriek, uma cerveja Belga estilo frutada, de cereja com 3,6% de álcool; a Paulaner Original Munchner Helles, cerveja alemã puro malte, baixa fermentação, tipo lager, com 4,9% de teor alcoólico; a 8.6 Blond contém nuances de malte e whisky, tem 7,9% de teor alcoólico e baixa fermentação e a Leffe Brune, cerveja belga de cor vermelho-castanho profundo, sabor rico em malte e com 6,5% de teor alcoólico. Em uma próxima oportunidade iremos trazer para vocês, leitores, os sabores criados por Meycon Allan.