Geral

Descobrindo as potencialidades da Educação Infantil

E.M. Dr. Bonifácio Cunha

5 de julho de 2010

No mês de junho, a Biblioteca Móvel está à disposição de todos os alunos da E. M. DR. Bonifácio Cunha. Nós, jornalistas mirins, tivemos a curiosidade de saber como a educação infantil aproveita os livros. Para isso, pedimos que a professora Deborah relatasse sua experiência.
“Com a chegada da Biblioteca Móvel em nossa escola, fomos presenteados com a oportunidade de entrar em contato com os maravilhosos livros de literatura que a compõe. As crianças ficaram maravilhadas com o acervo de obras infantis que estava naquela caixa simples, mas rica em fantasia e imaginação. Durante os dias em que a Biblioteca ficou na escola, fizemos variadas atividades usando os livros: histórias contadas por fantoches, onde cada criança usou sua imaginação para contar a história escolhida, usando fantoches que representavam os personagens da mesma, fizemos rodas de conversa literária enfatizando a estrutura dos livros: capa, título, página (números), textos (letras), autores, ilustradores, editora entre outros aspectos. As crianças se deliciaram em meio há tanta riqueza cultural, livros que traziam histórias engraçadas, histórias semelhantes ao nosso dia-a-dia, fatos que já presenciamos em algum momento como: O Catador de Papel, de Bernando Carraro, histórias curiosas, como Dormir fora de casa, de Ronaldo Simões Coelho, história essa, que fez algumas crianças se identificarem, contando fatos de sua vida ou da vida de pessoas conhecidas, relatando a experiência de dormir em outro lugar. Relacionamos essa história com os sentimentos vividos por cada um de nós como o medo e a angústia que sentimos em algumas ocasiões, e ainda os desafios que enfrentamos todos os dias. A leitura faz parte de nossa rotina diária, e através dela podemos estar expondo nossas opiniões em relação aos fatos e situações de cada história.”
Enquanto conversávamos com a turma sobre a Biblioteca Móvel, descobrimos que eles estão fazendo um projeto de leitura, onde as crianças são os contadores das histórias, formando assim, novos leitores. Conversando com a turma e com a professora soubemos dos detalhes desta atividade:
“A turma da educação infantil iniciou uma nova experiência literária neste bimestre. Nossas crianças amam ler histórias infantis e todos os dias, a professora nos contava histórias que tínhamos na sala. Mas, nós também já conseguimos contar histórias, não é? Então, vamos mudar a nossa contação de histórias, na roda de conversa? Isso mesmo, agora não é só a professora que conta a história, mas todos os dias, o ajudante daquele dia, escolhe uma história do baú mágico, e a leva para casa, junto com os pais, ele lê o livro e depois preenche a ficha literária que vai anexada ao livro. Nesta ficha, os pais preenchem, juntamente com a criança, o título do livro, o autor e a editora. Após, há algumas linhas onde a criança pode expressar fatos do texto dos quais ela mais gostou, e ainda, ao final, um espaço para fazer um lindo desenho sobre a história. No dia seguinte, temos um leitor na sala, que conta a história lida em casa. Nossos pequenos contam a história maravilhosamente bem observando os personagens, lembrando fatos que foram contados na história, identificando letras e números e ainda, fazendo a relação entre a figura dos personagens e a história. Temos ótimos leitores em nossa sala e ainda, pais maravilhosos, que sempre nos apoiam e participam de toda pesquisa, projeto ou proposta de atividade que vai para casa. Após fazer a leitura, guardamos a ficha em nosso varal literário, onde cada um tem um envelope com seu nome e sua ficha de leitura, quando cada um quiser, pode dar uma olhadinha nas fichas para relembrar o livro que foi lido. No final do bimestre, nós vamos verificar todas as fichas, relembrar as maravilhosas histórias e escolheremos aquela que mais gostamos. Para finalizar, vamos montar um livro com base em todos aqueles que nós já lemos”.
Soubemos ainda que este bimestre está cheio de novidades na turma de Educação Infantil. “Nossa amiga Natalie veio da Alemanha, um país diferente do nosso, que fica muito longe daqui, mas aí veio a pergunta de algumas crianças: Todos nós moramos na Alemanha? Não, nós moramos do Brasil. Todos nós nascemos em algum lugar, moramos em algum lugar. A Natalie fala a língua alemã porque ela veio lá da Alemanha, mas espera aí… Aqui em nossa cidade, muita gente também fala a língua alemã, e não mora na Alemanha… como isso pode acontecer? Muitas dúvidas estão surgindo e precisamos nos conhecer, conhecer onde vivemos, nossa cultura, nossos antepassados, entre tantos outros, por isso, iniciamos uma linda viagem por nossa cidade para descobrir onde vivemos”.
Estamos descobrindo nossa linda cidade “Pomerode”
Muitas descobertas já ocorreram através de pesquisas feitas com os alunos, perguntando a eles sobre nossa cidade.
Em nossa cidade há: Casas enxaimel; Animais nos pastos; Muitas pessoas que andam de bicicleta; Muitas árvores e “mato” e etc.
Muitas pesquisas foram feitas com os pais, perguntando sobre nossa cidade, Pomerode. Alguns comentários dos pais em relação à nossa cidade:
“Pomerode surgiu como o início da imigração alemã no Brasil. A colônia foi criada no ano de 1861, pelos imigrantes Pomeranos…”.
“Nós gostamos de Pomerode pela bela cidade, pelos costumes antigos que a cidade vem mantendo, pela tranquilidade…”.
“Nossa cidade é referência em organização e capricho, seja pela limpeza das ruas ou pelos belos jardins que enfeitam as casas…”.
“O que mais gostamos em nossa cidade e da culinária, do caminho das rotas enxaimel, da conservação das belezas naturais e culturais de nossa cidade…”.
A cada dia fazemos uma nova descoberta, nos identificando e conhecendo o lugar onde moramos. Nós ainda vamos descobrir mais e mais sobre a nossa linda Pomerode.
Durante este contato, a professora Deborah mencionou seu desejo de agradecer a colaboração dos pais. Aproveitamos e colocamos então o agradecimento dela em nosso texto: “Queridos pais. Essa nossa parceria nos projetos, entrevistas, atividades, entre outros, vale ouro. Obrigada pela colaboração sempre!”.
Abraços da turminha da Estrela e da professora Deborah.

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