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Depressão Infantil

Isolamento, desânimo, tristeza. Nem sempre esses sentimentos, na criançada, são sinais de depressão. Julgar seu filho pode ser um equívoco, afinal, criança também fica triste. Às vezes o motivo é a perda de amiguinhos, a troca da sala de aula, ou mesmo brigas entre as famílias.

1 de junho de 2015

Isolamento, desânimo, tristeza. Nem sempre esses sentimentos, na criançada, são sinais de depressão. Julgar seu filho pode ser um equívoco, afinal, criança também fica triste. Às vezes o motivo é a perda de amiguinhos, a troca da sala de aula, ou mesmo brigas entre as famílias, explica Nancy Erlach, psicóloga do Grupo de Estudos e Temas em Psicologia (NetPSI) e especialista em depressão infantil. Apenas quando irritabilidade e extremos de agitação e abatimento permanecem por mais de dois meses, é que a preocupação deve surgir.
Para tratar, muitas vezes, a terapia é suficiente, e o uso de antidepressivos um exagero. Daí a importância de um bom acompanhamento pediátrico. Os sinais do transtorno mudam de acordo com a fase da vida.

QUANDO O PROBLEMA É NA ADOLESCÊNCIA – Para os pais, eles sempre serão os mais bonitos, especiais, os mais inteligentes. Esse excesso de autoestima e adoração pode ser bom durante a infância, quando o mimo faz parte da criação. Mais tarde, no entanto, os filhos se deparam com o mundo e com a competição. Eles nem sempre são os mais belos ou espertos. Problemas de aceitação e confiança passam a ser comuns e chega a hora de se conhecer melhor. A influência do grupo também é grande, uma vez que o adolescente começa a estabelecer prioridades.
De acordo com a especialista em adolescentes, é importante que eles frequentem cursos extracurriculares, clubes e façam outras atividades. Assim, serão bonitos em um grupo, engraçados no outro e conseguirão relativizar tais sentimentos. Descobrirão vários aspectos em si mesmos, comenta. A adolescência é uma fase em que questões existenciais se impõem e a intensidade e o impacto que elas poderão acarretar dependerão de fatores diversos como a sua constituição emocional e o meio familiar e social no qual está inserido, garante Andreas Stravogiannis. As pessoas mais próximas poderão perceber mudanças comportamentais e, eventualmente, solicitarão os cuidados de algum profissional.

SINTOMAS DA DEPRESSÃO EM CADA FASE:

Na infância: irritabilidade, queda do rendimento escolar, fadiga, angústia, ansiedade e dores corporais.
Na adolescência: mudança no apetite, pensamentos suicidas, agressividade, postura antissocial.
Na maturidade: amargura, tristeza, isolamento, alterações repentinas no humor, insônia, perda da libido.

Fonte: Revista Vida e Saúde

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