Dengue: todo cuidado é pouco
A Organização Mundial de Saúde estima que entre 50 e 100 milhões de pessoas se infectem anualmente, em mais de 100 países, exceto da Europa.
A dengue é um dos principais problemas de saúde pública do mundo. A Organização Mundial de Saúde (OMS) estima que entre 50 e 100 milhões de pessoas se infectem anualmente, em mais de 100 países, de todos os continentes, exceto a Europa.
Com a elaboração de um programa permanente de combate, o Ministério da Saúde implantou, em 2002, o Programa Nacional de Controle da Dengue, que tem por objetivo desenvolver campanhas de informação e mobilização social, melhoria da qualidade do trabalho de campo, fortalecimento da vigilância epidemiológica e desenvolvimento de ferramentas capazes de acompanhar e supervisionar as ações do MS.
Em Pomerode, a Vigilância Epidemiológica põe em prática as ações estipuladas pelo Programa Nacional de Controle da Dengue. O coordenador do Programa em Pomerode, Jeancarlo Hille, informa que desde o ano passado já foram registrados oito focos na cidade. Os focos foram registrados nos bairros de Testo Central, Centro e Testo Rega. Isso foi possível através de armadilhas efetuadas pela vigilância, explica.
Após a descoberta dos focos, o tratamento é efetuado durante um ano. Num raio de 300 metros do local onde o foco foi detectado, é feito um tratamento durante um ano. E a cada dois meses, novas visitas são efetuadas nas casas da redondeza. O controle é efetuado com o auxílio da população, ressalta.
É importante ressaltar que o combate ao mosquito é um dever de todos e que a orientação é efetuada pela Vigilância Epidemiológica, mas as consequências do descaso são de responsabilidade de todos. A dengue não é controlada pelo poder público, o nosso trabalho é de conscientizar e colocar as ações do Programa em prática. No entanto, os cuidados nas residências são de responsabilidade de cada um, enaltece Jeancarlo.
O alerta da proliferação do mosquito é válido para o ano inteiro. É importante esclarecer que o alerta não é válido apenas para o verão. No inverno, o mosquito também se reproduz, conta.
Apesar dos casos detectados, a situação em Pomerode está controlada. As ações são constantes e a situação está controlada. No entanto, há pessoas com a doença e outras que nem devem ter conhecimento dela ainda. A prevenção é a melhor solução neste caso, finaliza Jeancarlo.
O Ciclo do Mosquito – O ciclo do Aedes aegypti é composto por quatro fases: ovo, larva, pupa e adulto. As larvas se desenvolvem em água parada, limpa ou suja. Na fase do acasalamento, em que as fêmeas precisam de sangue para garantir o desenvolvimento dos ovos, ocorre a transmissão da doença.
O seu controle é difícil, por ser muito versátil na escolha dos criadouros onde deposita seus ovos, que são extremamente resistentes, podendo sobreviver vários meses até que a chegada de água propicia a incubação. Uma vez imersos, os ovos desenvolvem-se rapidamente em larvas, que dão origem às pupas, das quais surge o adulto.
Confira os sintomas da Dengue – O tempo médio do ciclo é de cinco a seis dias, e o intervalo entre a picada e a manifestação da doença chama-se período de incubação. É só depois desse período que os sintomas aparecem. Geralmente, os sintomas se manifestam a partir do 3° dia depois da picada do mosquitos.
Dengue Clássica – Febre alta com início súbito; Forte dor de cabeça; Dor atrás dos olhos, que piora com o movimento dos mesmos; Perda do paladar e apetite; Manchas e erupções na pele semelhantes ao sarampo, principalmente no tórax e membros superiores; Náuseas e vômitos; Tonturas; Extremo cansaço; Moleza e dor no corpo; Muitas dores nos ossos e articulações.
Dengue hemorrágica – Os sintomas da dengue hemorrágica são os mesmos da dengue comum. A diferença ocorre quando acaba a febre e começam a surgir os sinais de alerta: Dores abdominais fortes e contínuas; Vômitos persistentes; Pele pálida, fria e úmida; Sangramento pelo nariz, boca e gengivas; Manchas vermelhas na pele; Sonolência, agitação e confusão mental; Sede excessiva e boca seca; Pulso rápido e fraco; Dificuldade respiratória; Perda de consciência.
Na dengue hemorrágica, o quadro clínico se agrava rapidamente, apresentando sinais de insuficiência circulatória e choque, podendo levar a pessoa à morte em até 24 horas. De acordo com estatísticas do Ministério da Saúde, cerca de 5% das pessoas com dengue hemorrágica morrem.
O doente pode apresentar sintomas como febre, dor de cabeça, dores pelo corpo, náuseas ou até mesmo não apresentar qualquer sintoma. O aparecimento de manchas vermelhas na pele, sangramentos (nariz, gengivas), dor abdominal intensa e contínua e vômitos persistentes podem indicar a evolução para dengue hemorrágica. Esse é um quadro grave que necessita de imediata atenção médica, pois pode ser fatal.
Modo de transmissão – A fêmea pica a pessoa infectada, mantém o vírus na saliva e o retransmite.
A transmissão ocorre pelo ciclo homem-Aedes aegypti-homem. Após a ingestão de sangue infectado pelo inseto fêmea, transcorre na fêmea um período de incubação. Após esse período, o mosquito torna-se apto a transmitir o vírus e assim permanece durante toda a vida. Não há transmissão pelo contato de um doente ou suas secreções com uma pessoa sadia, nem fontes de água ou alimento.
A prevenção é a única arma contra a doença – A melhor forma de se evitar a dengue é combater os focos de acúmulo de água, locais propícios para a criação do mosquito transmissor da doença. Para isso, é importante não acumular água em latas, embalagens, copos plásticos, tampinhas de refrigerantes, pneus velhos, vasinhos de plantas, jarros de flores, garrafas, caixas d´água, tambores, latões, cisternas, sacos plásticos e lixeiras, entre outros.