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Dá até pena de comer

Os formatos são os mais variados. No bolo de casamento, o brilho do glitter dá o toque do glamour e refinamento. Em outro, com a temática do frio, a impressão é de que o boneco de neve vai derreter a qualquer momento.

1 de junho de 2015

Os formatos são os mais variados. No bolo de casamento, o brilho do glitter dá o toque do glamour e refinamento. Em outro, com a temática do frio, a impressão é de que o boneco de neve vai derreter a qualquer momento. Tem outro, o do formato de livro que dá vontade de folhear. E as flores? Laços? Corações? É tão bonito que dá até pena de fatiar com a espátula e comer.

É de fato um trabalho minucioso e deve ser feito com amor, criatividade e paciência, como define o boleiro Claudio Luemke. Ele faz bolos artísticos desde 1997, quando tinha 14 anos. Aprendeu com a avó paterna os primeiros passos da confecção de bolos, posteriormente fez um curso sobre o manuseio de pasta americana. O resto foi por conta própria. Hoje faz bolos de aniversário, casamento, batizados e comunhões.

O preparo dos bolos em si não é muito complicado embora precise de prática, mas o confeiteiro explica que a grande dificuldade está no acabamento, sobretudo nos bolos de casamento, que precisam estar perfeitos para o dia tão esperado pelos noivos. Dentre todos os trabalhos feitos até hoje por Claudio, o que mais deu trabalho foi um bolo de seis andares. Tivemos que levar desmontado para o evento, montamos e finalizamos o mesmo no local, pois se tratava de um bolo grande sem condições de transportá-lo já pronto, lembra.

A inspiração vem principalmente das informações que recebe. Quanto mais detalhes melhor. As pessoas levam fotos de como imaginam o bolo e a partir disso a criatividade de Claudio entra em ação. Às vezes ocorre de pedirem um bolo sem especificá-lo. Quando isso acontece são as informações sobre a festa e a decoração que permitirão que o boleiro solte a imaginação.

Para a decoração, Claudio utiliza elementos que vão desde a pasta americana, chantilly e nata aos corantes e glitters comestíveis. Embora essa não seja a fonte principal de renda de Claudio, que atua no setor administrativo durante a semana, os equipamentos que utiliza na confecção dos bolos, como batedeiras e fornos, são profissionais. Ele conta que a maioria de seus clientes são de Pomerode, mas também atende gente de Jaraguá do Sul, Blumenau, Indaial e Timbó. A divulgação é feita praticamente toda no boca a boca, mas as redes sociais também são utilizadas.

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