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Crise econômica também afeta Porcelana Schmidt

Empresa pomerodense é afetada pela crise e funcionários estão em férias coletivas remuneradas desde o dia 19 de abril

11 de maio de 2016

Em 1945, a família Schmidt fundou a Porcelana Schmidt, em Pomerode e, em 1948, adquiriu a Porcelana Real, fazendo a fusão das duas fábricas. Anos depois, em 1956, a família Schmidt adquire uma terceira unidade fabril, na cidade de Campo Largo-PR.

O sucesso da empresa era incontestável. No entanto, em 2008, a Schmidt entrou em um processo de recuperação fiscal e vem, desde àquela época, mantendo a produção, as exportações e o abastecimento do mercado interno. Em 2010, um grupo de acionistas assumiu a direção da empresa e um crescimento gradativo voltava a surgir.

O ano é 2016 e, novamente, a empresa passa por um período delicado. Nesta semana, o anúncio do fechamento temporário da Loja de Fábrica, em Pomerode, trouxe à tona a situação. “O fechamento temporário da loja se deu em virtude da diminuição, em cerca de 50% de nosso mercado e da dificuldade na produção de insumos. Além disso, tivemos o corte de energia por parte da Celesc e também de gás. Com a situação normalizada, o atendimento foi reestabelecido em menos de uma semana, em virtude da linha residencial que possuímos e que abastece a nossa loja e escritório. A linha industrial segue cortada”, explica Rudolfo Otto Schmidt, responsável técnico da empresa em Pomerode.

A crise também refletiu no parque fabril da empresa, na cidade e, também, na matriz, em Campo Largo. “As duas empresas passam pela mesma situação e estão paradas desde o dia 19 de abril. Nossos funcionários estão em férias coletivas remuneradas, sem redução em seus salários. Esperamos resolver a situação dentro de até dez dias para que as atividades na empresa também voltem ao normal”, revela.

Atualmente, a produção da Porcelana Schmidt, nas duas fábricas, contabiliza mais de um milhão de peças por mês. “São mais de 300 mil em Pomerode e outras 800 mil em Campo Largo. Não estamos obtendo procura para toda a nossa produção e, com isso, caso não seja possível normalizar nossa situação, vamos reduzir a produção”, conta.

A produção de insumos é outra situação a ser resolvida. “A empresa possui pedidos, mas a dificuldade na aquisição dos insumos para produção também nos compromete. Sendo assim, estamos em busca de investidores para suprir essa necessidade”, completa.

Prestes a completar um mês de portas fechadas e sem produção, a Porcelana Schmidt é mais uma empresa, dentre tantas brasileiras, que sofre com a crise financeira. O momento agora é de avaliações e de firmar parcerias para que esta gigante pomerodense não seja ainda mais afetada.

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