Criatividade, uma prática frequente no C.E.I.M. Rosa Borck
Rotina é uma palavra que não faz parte do C.E.I.M. Rosa Borck, pelo menos não no que diz respeito à variedade de atividades que as crianças são submetidas diariamente. O mesmo acontece nos demais Centros de Educação Infantil de Pomerode, onde a criatividade dos educadores transcende as paredes das instituições,…
Rotina é uma palavra que não faz parte do C.E.I.M. Rosa Borck, pelo menos não no que diz respeito à variedade de atividades que as crianças são submetidas diariamente. O mesmo acontece nos demais Centros de Educação Infantil de Pomerode, onde a criatividade dos educadores transcende as paredes das instituições, percorrendo um caminho mágico que vai desde as experiências vivenciadas em suas infâncias quanto aquelas, já mais didáticas, aprendidas nas universidades, especializações e constantes atualizações.
Quando se é criativo, transformar um simples cantinho em um espaço mágico, e literalmente brincadeira de criança. ?Cantinhos especiais escolhidos pelas crianças para se apropriarem do mundo da leitura. Contando com uma boa amizade para compartilhar experiências e saberes. As crianças querem fazer o seu cantinho, embaixo da mesa, em cima do amontoado de colchões, dentro de uma caixa de papelão, no colinho ou mesmo bem pertinho da professora. Fazendo suas escolhas e demonstrando suas preferências para leitura?, explica a professora Carmen S. völz, que relata um pouco do projeto que visa disponibilizar espaço e literatura para os pequenos pesquisadores do C.E.I.M. Rosa Borck.
Para a educadora, é nesse espaço que os alunos aprendem a conviver e juntos se apropriarem de conhecimentos simples sobre o mundo letrado. A princípio com a leitura de imagens, sequência lógica da história, estimulando a linguagem oral e a liberdade de expressão sobre o que veem. ?Vale tudo para despertar o interesse das crianças para esse mundo tão desafiador. O mundo da leitura!?, diz Carmen S. Völz.
As caixas mágicas
Outro projeto especial que despertou a atenção das crianças do C.E.I.M. foi a brincadeira com as caixas mágicas, também desenvolvido pela professora Carmen S. völz. Os alunos ficam tão curiosos, que quando a veem com a caixa mágica, logo perguntam: O que tem dentro dela? Tem bicho? Será bruxa? A fada? O que será?
?A curiosidade é tanta que faço um suspense a mais e vou embora. No dia seguinte, a primeira pergunta sabe qual é? – O que tem na caixa mágica hoje? É um momento de realização pessoal conseguir cativar as crianças para algo tão simples. Uma brincadeira que visa estimular a curiosidade, a imaginação, a linguagem oral, a alegria, a concentração e atenção dessa criançada. Dentro da caixa apareciam sempre objetos diferentes, que davam sentido para o momento: bichinhos de pelúcia que conversavam, cantavam, dançavam; bruxas e fadas que contavam histórias; animais que estimulavam as crianças a fazerem seus sons e cantarem; objetos que faziam sons diversificados; livrinhos falantes; gravuras com expressões faciais e gestuais que as crianças tinham que reproduzir; fadas encantadas que traziam fichas com o nome das crianças e que mergulhavam na caixa desaparecendo num buraco profundo dentro da própria caixa, deixando um mistério no ar; a caixa mágica era grande e dentro dela aparecia uma caixa pequena com objetos de texturas áspera e macia; além de outros objetos que poderão vir a aparecer dentro da caixa?, relata a educadora em parte do artigo escrito para a Coluna do Professor, do projeto JP Escola.
Ouvindo histórias…
Outra atividade que as crianças adoram e que é desenvolvida com muita competência pela Professora Cleuza Rita é a contação de histórias, feita de forma muito atrativa e didática. ?Ouvir histórias é importante para a formação de todas as crianças. Pode se dizer que este é o inicio de aprendizagem porque permite que a criança desenvolva um esquema de texto narrativo. Ao ouvir histórias, a criança começa a perceber que nelas há começo, meio e fim e que elas estão contando alguma coisa que aconteceu, mesmo que seja de faz de conta?, explica.
Segundo Cleuza Rita, o primeiro contato da criança com o texto é feito oralmente, através da voz da mãe, do pai, dos avós, da professora quando leem livros para ela. As histórias lidas em voz alta contribuem para familiarizar a criança com as características da linguagem escrita, que é diferente da linguagem que usamos para conversar e para ampliar o vocabulário da criança, pois muitas vezes existem nos livros palavras que as crianças não conhecem.
?Contar história é uma tarefa prazerosa. O desafio está em contar histórias em diferentes práticas de leitura, como acontece na vida real. Rodas de história, livre exploração do cantinho de leitura, dramatizações e leitura em voz alta são algumas praticas que fazem parte do cotidiano da sala do estagio três. Pensando em ampliar essas práticas, confeccionei um avental de feltro para contar histórias. O avental estimula a intervenção dos observadores, que ficam quase que hipnotizados com o cenário colorido do avental e o movimento dos personagens. E da às crianças a oportunidade de recontar as histórias com suas palavras, interagir com os personagens, interferir nos rumos do enredo e no destino dos personagens?, finalizou a professora Cleuza Rita.