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Criando aves

Apesar de pequenas, as aves necessitam de atenção e cuidados como qualquer animal de estimação. Entre eles, a visita
ao veterinário é essencial

6 de maio de 2015

Cada vez mais, as pessoas estão buscando companhias animais para o seu dia a dia. Geralmente, os mais procurados são cães e gatos. Mas uns bichinhos que vêm fazendo a cabeça de muita gente nos últimos anos são as aves. Simpáticas e carismáticas, elas estão conquistando o carinho de crianças, jovens, adultos e idosos. 

São diversas espécies possíveis para a domesticação. Entretanto, é preciso estar atento na hora de adquirir esses animais. De acordo com a veterinária Roberta Bionda, 

“As espécies mais comuns de se ter em casa são periquitos australianos e calopsitas. Papagaios, araras, catatuas, entre outros, só é possível adquirir através de estabelecimentos credenciados”. Ela conta ainda que o comportamento das aves depende muito da espécie e do próprio tratamento dado a ela. “Algumas espécies tem fácil manuseio, ficam mansos e podem até imitar a voz humano interagindo assim com o ser humano. Pode inclusive ser possível crioulos livres”.

Existem muitas espécies de aves que podem ser animais de estimação. Algumas são criadas em gaiolas, outras em viveiros e até mesmo soltas. Nos últimos anos a procura por aves aumentou muito, porque são muito dóceis, dão menos trabalho, ocupam menos espaço e são mais independentes, perfeitos para um ambiente reduzido. Hoje, o tempo das pessoas é mais limitado, por isso, cada vez mais, procura-se animais menores, mais fáceis de lidar, que não fazem tanta bagunça. As aves se inserem de maneira ideal nesse conjunto de requisitos. 

Entretanto, mesmo sendo animais menores, não quer dizer que eles não precisam de cuidados. “É preciso ficar de olho com os cuidados básicos, como higiene do local, que deve ser feita diariamente, o espaço adequado de acordo com a espécie e alimentação correta. São coisas essenciais nos cuidados com as aves e principalmente das espécies”. 

Seguindo esses cuidados direitinho, é possível ter um pássaro saudável e bonito. “Não existem desafios para criarmos aves. O que acho importante é estudar a espécie que deseja ter antes de adquirir lá e com base nesse estudo ver se você tem condições de manter a espécie oferecendo boas condições”, explica Roberta. 

As gaiolas devem estar sempre posicionadas em local arejado, e não pode faltar água fresca, nem alimentação nas doses recomendadas pelo veterinário. Ainda é importante que o poleiro não fique em cima dos alimentos ou da banheira, evitando que os dejetos se depositem sobre eles.

O cardápio dos pássaros também precisa ser balanceado, e se engana quem pensa que eles se alimentam apenas de sementes. Normalmente, a alimentação deve ser composta 70% de ração. Os 30% restantes podem ser sementes, além das frutas, verduras e legumes, o que varia de acordo com cada espécie da ave. 

Conhecida como uma prática para evitar que o pássaro voasse, o corte das asas era bastante comum há alguns anos, e hoje, já é proibida e substituída.”O corte de asas é uma prática já proibida há alguns anos. Considerada maus tratos. Portanto, usamos o corte das penas das asas para evitar que alcem voo”, comenta aveterinária. 

Quando o passarinho não está bem, ele também dá sinais de que precisa visitar o médico. Dentre os sintomas estão: parar de comer, ficar encorujado (quieto no canto da gaiola), dormir muito durante o dia e arrepios constantes. “A maioria das aves apresenta características diferentes quando adoecem. Outras chegam a disfarçar bem e de repente caem mortas. O importante é todos os dias cuidar do animal higienizar o local e baseado nesta observação diária que podemos ver se há algum comportamento anormal com a espécie”, termina Roberta.

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