Geral

Contra-Ataque

Por Roman Raiter

25 de junho de 2010

Primeiro reforço

E, verdadeiramente, o primeiro reforço da gestão de Zico no Flamengo é Renato. Volante de origem, teve sua melhor fase no Flamengo, onde por três vezes foi artilheiro da equipe. Eleito melhor jogador da Copa do Brasil, em 2006, quando o Flamengo foi campeão nacional. Eleito melhor meia do Campeonato Brasileiro. Fez mais de 40 gols, em dois anos pelo clube. Enfim, Renato tem os requisitos necessários e o gosto, da maioria da torcida, para voltar ao clube. Basta saber se foi contratado para revezar com Pet na criação, o que não é a dele. Ou, se foi contratado para ser um terceiro homem de meio-de-campo, cuja função sabe desempenhar muito bem. Detentor de uma das melhores finalizações do futebol Mundial, Renato pode ser uma peça importante no esquema rubro-negro. Mas para isso, o time da Gávea ainda precisará de um meia-armador para revezar, alguns jogos, com o já veterano Petkovic. O gringo já solicitou essa contratação, afirmando que não tem mais pernas para jogar toda quarta e todo domingo. Pet precisa ser poupado, para que, com sua genialidade, em alguns jogos seja titular e com um passe, decida as partidas. Como sabe e normalmente faz.

Ponto para o Dunga

Que a seleção brasileira fez um vexame na estreia, isso fez. Que não jogou nada até achar o gol do Luis Fabiano, contra a Costa do Marfim, também é fato. Mas que essa seleção do Dunga amedronta qualquer adversário por sua impressionante eficiência e solidez defensiva, isso é uma grande verdade. E outra, das chamadas grandes seleções, poucas estão mostrando realmente futebol para chegar na final da Copa. Tirando a tradicional arrogância e grosseria de Dunga, que não combina com futebol e o povo brasileiro, nesse aspecto, ele merece elogio.

Los Hermanos
Esta é apenas a segunda vez na história que a Argentina fecha a primeira fase com nove pontos. Isso é suficiente para considerá-la especial. Mas vale lembrar que as Copas argentinas não são lá recheadas de tanto sucesso. Eliminações na primeira fase em 1934, 1958, 1962 e 2002, terceiro lugar na chave e classificação no índice técnico em 1990 e 1994, ausências em 1938, 1950, 1954 e 1970. Se isso aconteceu em dez das dezenove Copas, alguma coisa errada tem. O exemplo de classificação com nove pontos data de 1998, vitórias sobre Croácia, Japão e Jamaica, seguidas por empate contra a Inglaterra, derrota para a Holanda. Resultados que fazem parte de uma estranha escrita. Desde o gol de Caniggia, nas oitavas-de-final de 1990, a Argentina não vence nenhum adversário num mata-mata de Copa do Mundo, em 90 minutos. A questão é que, desta vez, o cruzamento ajuda. O rival das oitavas é o mesmo México que levou o primeiro mata-mata argentino em 2006 para a prorrogação. Time que testará a defesa de Maradona, mas jogará aberto, dará espaço a Messi, Tévez, Higuaín, Di Maria e Aguero. O confronto é bom. O jogo vai ser bom. México e Argentina será um bom duelo tático. E quem pensa que a Argentina já está nas quartas-de-final, está muito enganado. O jogo tem tudo pra ser duro. A conferir.

 Olho no Uruguai
Muito me agrada o futebol de Forlán. Inteligente, rápido, artilheiro e com muita qualidade técnica. Deslocado para o meio, acabou com o problema da falta de criação uruguaia. De quebra, deu mais velocidade ao ataque, tendo o bom Suarez lá na frente. Suarez é rápido e tem habilidade (o Flamengo queria o jogador anos atrás). Desde 1950, quando foi beneficiado pela desistências de países como a França e teve só um adversário em seu grupo, o Uruguai não terminava a primeira fase sem sofrer gol. Daquela vez, venceu por 8 x 0 a Bolívia. E desde 1954, o Uruguai não vencia seu grupo de primeira fase. Daquela vez, liderou a chave em que também se classificou a Áustria, eliminando Tchecoslováquia e Escócia. Nada mal para uma equipe que, há vinte anos, não conseguia se classificar para a segunda fase. O desafio, agora, é chegar às quartas-de-final, pela primeira vez, desde 1970. Oscar Tabares, o mesmo técnico que levou a Celeste à segunda fase em 1990, tem boas armas para isso. Foi da sua observação correta do primeiro jogo, a ideia de deslocar Forlán para o meio-de-campo, para fazer a ligação com o ataque. Deu muito certo. Na vitória sobre o México, no entanto, o destaque foi Mauricio Victorino, zagueiro e sobrinho de Victorino, autor do gol do título do Mundialito contra o Brasil, em 1981. 

Pomerode nos 5º Parajasc em Itajaí

Entre os dias 24 e 3 de junho, a cidade de Itajaí sedia a 5ª edição dos Jogos Abertos Paradesportivos de Santa Catarina (Parajesc). A cidade mais alemã do Brasil levará ao litoral, a maior delegação já participante da competição. Ao todo, 19 paratletas do município estarão disputando três modalidades esportivas, englobando os segmentos de deficiências Intelectual, Físico e Paralisado Cerebral.
A delegação de Pomerode será coordenada pela Professora Ilsani Baptista, da Associação Pomerodense de Deficientes Físicos (Apodef) e pelos gerentes técnicos da Funpeel, que montaram uma grande estrutura para poder atender os atletas.
Nossos atletas, alojados na Escola Padre Baron, bairro Cordeiros, contarão com enfermeiros e professores, incumbidos de dar suporte aos participantes. Os atletas que compõem nossa delegação são: Edilson Hornburg, Alex Gabriel Rosa, Alice Chagas de Moraes, Rudibert Jung e Valdir Hackbarth (Atletismo); Vilmar Ramos, Laércio Henrique Volkmann, Rosemari Glatz, Ilsanora Rahn, Charles Frank Ferhmann, Luiz Perini, Egon Publitz, Gilmar Ribeiro, Silvio Tiedt, Frederico Antonio Mayer, Elisiane Wirth e Graciela Ittner (Bocha); Fabiana Cristina Bandoch e Naide Machado (Tênis de Mesa).
Ao todo, serão 60 municípios, com mais de 1770 paratletas, de diferentes deficiências, que transformarão o evento, na maior e melhor competição da América Latina.
Pomerode participou, pela primeira vez, em Joaçaba (2006), contando com três paratletas. No ano passado, nosso município voltou de Caçador com cinco medalhas na bagagem, terminando na 30ª colocação geral.
A equipe tem o apoio da Funpeel, em parceira com a Prefeitura Municipal de Pomerode, Apodef e da APAE.

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