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Contra-Ataque

Contra-Ataque

26 de julho de 2008


Mundo Árabe, o novo oásis do futebol brasileiro


O cargo profissional mais valorizado no Brasil, nos últimos anos, é o de técnico. Há dez anos atrás, o profissional dificilmente tinha um salário superior aos 100 mil reais mensais, era muito raro. Hoje, é uma realidade totalmente diferente. Qualquer técnico de boa qualidade tem um salário superior. Também não ia para o exterior qualquer jogador brasileiro. Somente jogadores muito friamente selecionados. O jogador tinha que ser muito bom. Hoje, qualquer jogador, qualquer cabeça-de-bagre tem proposta para jogar lá fora. Isto ocorre porque anos atrás, basicamente os clubes estrangeiros interessados eram da Itália, Espanha, Inglaterra e Alemanha. Aos poucos, Portugal pela facilidade de linguagem e Japão foram entrando nesse processo. A cada ano, as portas do exterior foram cada vez mais aumentando. Nos últimos dois anos, vemos com muita freqüência países como Rússia, Bélgica, Bulgária, Israel e até Polônia levar nossos jogadores. Desde o ano passado, chegamos a ver com freqüência clubes do Qatar e Arábia fazerem propostas a jogadores brasileiros. Conseguindo inclusive, conquistar os jogadores daqui com propostas estonteantes. Recentemente, como foi o caso do Marcinho, atacante do Flamengo e Abel Braga, ex-técnico do Internacional. O técnico Émerson Leão também está por lá, assim como o bom técnico Paulo Autuori, campeão do Mundo pelo São Paulo em 2005. Felipe, meia-armador ex-Vasco, Flamengo e Fluminense, também anda por lá. Vale lembrar que o próprio Romário e Marcelinho Carioca também já rodaram nos países das chibatadas em praça pública. Os jogadores são muito bem tratados por lá, praticamente como reis. Por lá, o que impera é o Alcorão, o livro sagrado do islamismo. Gostaria de entender a relação religiosa dos jogadores que vão para lá, devido ao choque de culturas. Não sei se os muçulmanos respeitam isto, mas acho que não misturam a produtividade dos jogadores dentro de campo com o Alcorão. Sorte do Souza, pior atacante do Brasil, caso contrário jamais poderia atuar pela Arábia/Qatar. O que esse infeliz comete de pecado, sendo desarmado de forma ridícula, errando passes primários e principalmente perdendo gols, seria condenado a mil chibatadas em praça pública, no centro de Meca.


Este êxodo que ocorre, quebra consideravelmente a qualidade dos espetáculos nacionais. Os times ficam enfraquecidos e aqui nos restam as carnes de pescoço. Ficam inúmeras dúvidas, tentativas de soluções para amenizar este impacto que todo ano ocorre. É compreensível perder jogadores para clubes de ponta da Itália, Espanha, Inglaterra e Alemanha. Agora, perder jogadores para Arábia, Qatar, Bulgária, Egito, Afeganistão e Serra Leoa, é complicado. Não que a culpa seja dos clubes brasileiros, de forma alguma. Simplesmente por conta da Lei Pelé e da asfixia financeira, que vive os clubes brasileiros, não tem como resistir a este assédio. A única solução encontrada pelos clubes é tentar convencer os jogadores a ficar no seu país, próximo aos seus familiares. Mas somente este argumento não basta, o dinheiro pesa, a independência financeira pesa muito. É aí que ocorre a principal e única arma que os clubes encontram: aumentar o salário dos jogadores e técnicos que tem propostas concretas do exterior, para eles ficarem. Por isso, jogadores medianos como Rodrigo Tabata, recebem cerca de 140 mil. Entrando neste processo, qualquer bom time tem uma folha mensal superior a R$ 2 milhões. O que prejudica e compromete as finanças dos clubes, causando conseqüências futuras.Curiosidade: Obina, do Flamengo, tem salário superior a 85 mil reais. Fabão, zagueiro ex-São Paulo, que foi contratado pelo Santos tem um salário de 200 mil reais. Fábio Costa, goleiro do Santos, tem um salário de cerca de R$ 180 mil. Betão, um zagueiro modesto, tem um salário altíssimo de 130 mil reais. Rogério Ceni, goleiro do São Paulo, recebe mais de R$ 300 mil por mês. Celso Roth, Geninho, Cuca, Antônio Lopes, Renato Gaúcho, Ney Franco, têm salários por cerca de R$ 150 mil. O salário de Mano Menezes gira por volta de 180 mil reais. Luxemburgo, Leão e Abel Braga, todos técnicos com salário na média de 500 mil reais por mês.



Debandada das revelações do Vasco


Antes de Eurico Miranda sair do Vasco, escrupuloso como é, deu um jeito de colocar o Vasco mais um pouco no buraco. Simplesmente pegou as categorias de base do Vasco e deu de presente para o Internacional, para o São Paulo e para o Atlético Mineiro. É isto mesmo. Simplesmente pegou onze jovens jogadores da base e começou a oferecer no mercado de graça. Sabendo disto, Internacional, Atlético e São Paulo aceitaram o presente de Eurico Miranda. Jovens promessas também foram oferecidas de presente ao Fluminense. Mas com uma postura ética muito bonita, Branco, dirigente do Fluminense, recusou e imediatamente ligou para Dinamite, alertando sobre o que o escrupuloso Eurico Miranda estava fazendo antes de sair do clube. Eurico conseguiu fazer isto, porque nas categorias de base são jogadores amadores, eles não têm contrato profissional assinado. Desta forma, o Eurico conseguiu prejudicar o Vasco de uma maneira muito estratégica. Pelo jeito, Dinamite vai ter realmente muito trabalho pela frente. Não esperem resultados imediatos. O resultado da gestão de Dinamite só será visto em dois ou três anos, aí sim poderemos ter um Vasco forte novamente. Enquanto isso, a missão de Dinamite é fazer de todo o possível para o modesto time do Vasco não ser rebaixado no campeonato brasileiro.



Artilheiro do Palmeiras com contrato mal feito


Alex Mineiro, um ótimo centroavante, destaque do Palmeiras, artilheiro do time na temporada. De quanto será a multa rescisória para um clube pagar para tirar ele do Palmeiras? Dez milhões? Não, nada disto. A multa rescisória de Alex Mineiro é a bagatela de 315 mil reais. Portanto, qualquer clube de quinta categoria, conseguiria tirar ele do Palmeiras. Curiosidade: Sabendo disto, existe um clube do Qatar interessado na contratação do artilheiro. Caso o Palmeiras não fique com o Alex Mineiro, as chances de título do Verdão caem consideravelmente.

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