Conhecendo a cirurgia bariátrica
Cirurgia para a redução de peso foi o caminho encontrado por uma pomerodense para superar o problema da obesidade. A preocupação com a saúde foi o que motivou Rosmeri Eidt Trevizan a enfrentar o bisturi e fazer a cirurgia bariátrica, para a redução de peso.
A preocupação com a saúde foi o que motivou Rosmeri Eidt Trevizan a enfrentar o bisturi e fazer a cirurgia bariátrica, para a redução de peso. Ela lembra que chegava a tomar até quatro remédios para combater a pressão alta, e por isso, optou pela cirurgia. Depois de oito meses, Rosmeri perdeu 48 kg.
A massagista pesava 136 kg quando decidiu fazer a cirurgia, em abril de 2016. Entrou em contato com um médico especialista e realizou a operação no dia 22 de junho de 2016. Ela explica que a parte mais complicada é voltar a se adaptar à alimentação novamente após a operação.

( Foto: Divulgação )
“É necessário um período de adaptação de, no mínimo, 30 dias, tempo que leva para conhecer seu corpo novamente. Nos primeiros três dias após a cirurgia não se come nada. Quando chega aos 15 dias, há apenas ingestão de líquido, depois apenas alimentos pastosos e, só depois de 30 dias, começam os sólidos”, esclarece. “A parte mais difícil é me readaptar ao alimentos, por exemplo, arroz até hoje eu não consigo mais comer”.
Outra grande dificuldade para quem faz a cirurgia bariátrica é voltar a beber água, pois esta não pode mais ser tomada de uma vez só. É preciso ingeri-la em pequenos goles. A carne vermelha também é complicada de ser novamente integrada à dieta, pois deve ser muito bem mastigada e a maioria das pessoas não o faz. “A pessoa precisa, na realidade, aprender a comer de novo”, comenta Rosmeri.
Portanto, ela afirma que, antes de fazer a operação, é necessária uma conscientização por parte do paciente. “O maior engano é este, achar que fazer a cirurgia os deixará magros para o resto da vida. E não é bem assim. Depois da operação, a pessoa precisa se cuidar. Por isso, 90% da cirurgia acredito que seja na cabeça e não no estômago, porque a pessoa precisa mudar a maneira de pensar, mudar hábitos, inclusive, todos os médicos solicitam acompanhamento psicológico, por causa de toda essa mudança que é necessária”.
Além do auxílio psicológico, o paciente deve procurar a orientação de um nutricionista, como foi o caso de Rosmeri. Ela conta que fazia este tipo de acompanhamento desde antes da cirurgia e que foi extremamente importante para se adaptar à disciplina necessária. “E eu ainda faço natação e caminhada”, complementa.
Mais um detalhe importante é que a cirurgia provoca uma diminuição na absorção de nutrientes e, portanto, na falta deles do organismo, o paciente precisa tomar suplementos vitamínicos para repor o que estiver faltando.
Rosmeri ressalta que a cirurgia não é uma solução, mas sim, uma maneira rápida de se perder peso. Depois dela, é necessário que a pessoa mude seus hábitos da mesma maneira, como se fosse uma dieta, para manter o peso reduzido. A cirurgia bariátrica é um ponto de apoio e não a solução.

( Foto: Leonardo Borchardt / JP )
Apesar da rigidez necessária na alimentação, a massagista reconhece que foi uma decisão acertada em sua vida. “A minha vida melhorou de uma maneira geral, tenho mais mobilidade, disposição, a autoestima melhorou muito, porque agora posso entrar nas lojas e olhar qualquer roupa”, comemora. “É um cuidado para a vida inteira, mas, com certeza, faria tudo de novo”.