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Concentração. É hora de artirar!

O vice-presidente da Federação Catarinense de Caça e Tiro Esportivo, Rolf Nicolodelli, comenta os objetivos da entidade e conta o que envolve a modalidade.

7 de abril de 2010

 

 

Na estante, troféus; na parede, fotos; e na memória, lembranças e objetivos traçados. Primeiro pomerodense a integrar a Diretoria da Federação Catarinense de Caça e Tiro Esportivo, Rolf Nicolodelli assumiu o cargo de vice-presidente no ano de 2009 e conta sobre as perspectivas, o envolvimento com a modalidade e o que cerca o tiro esportivo. Concentração é uma das palavras-chaves utilizadas ao longo da conversa com a redação da Revista Blitz Esportiva. "O tiro é um esporte sadio. Sou um apaixonado pela modalidade", comenta o atirador, de 43 anos, que já vivencia a prática do tiro desde o ano de 1990.

 

 

Um pouco e história

 

 

 

Com uma trajetória de 51 anos, a Federação Catarinense de Tiro, órgão estadual, promove campeonatos estaduais nas modalidades de: Carabina Apoiada, dividido em 12 etapas; Tiro ao Prato, dividido em dez etapas; Armas Curtas, que engloba Fogo Central, Pistola Ar, Pistola Standard e Pistola Livre, dividido em oito etapas; Carabina Livre, que engloba a Carabina Match inglês e Carabina Ar, dividido em seis etapas.

Foi fundada na cidade de Florianópolis no dia 23 de janeiro de 1959, pela união dos Clubes de Caça e Tiro Couto de Magalhães, Araújo Brusque, Blumenauense Ipiranga, localizados nas cidades de Florianópolis, Brusque e Blumenau, respectivamente. Há 40 anos, a Federação tem sua sede e fórum na cidade de Blumenau.

Eventos de âmbito nacional nas diferentes modalidades são sediados pela entidade. Atiradores catarinenses também têm representado o Brasil em eventos internacionais, em países como Alemanha, Itália, Estados Unidos, Chile e Argentina.

O Sr. Bertoldo Neitzel, de Blumenau, foi o fundador da Federação Catarinense de Tiro e o primeiro Presidente foi o Sr. Emílio Julke, de Blumenau, que ficou à frente da entidade de 1959 a 1964. O atual Presidente é o Sr. Oscar Schultz, também de Blumenau, que está na Presidência desde o ano de 1989.

 

Blitz Esportiva: Como avalia ser o primeiro pomerodense a compor a Diretoria da Federação Catarinense de Caça e Tiro Esportivo? Quais são os seus objetivos pessoais?

 

 

Aceitei o convite tanto para dar a minha contribuição à Federação, como também para aprender. Mas não nego que busco um objetivo maior, que é de um dia assumir a Presidência. Porém, para isso, estou trilhando o meu caminho, conhecendo os trâmites legais, para quando for necessário, tornar-me o Presidente. Realizo este trabalho porque gosto. Este esporte corre na minha veia.

 

 

Quando a nova Diretoria assumiu em 2009, houve uma reformulação interna e divisão de cargos. Antes, a concentração era toda feita no Presidente e a partir dos novos objetivos traçados, foi feita essa subdivisão de responsabilidades para atingir aos anseios dos clubes de caça e tiro. Este foi o passo inicial. Buscar recursos e estruturar a Federação ficou sob a minha responsabilidade como vice-presidente. A segunda questão que traçamos foi organizar competições bem estruturadas para conseguir atingir todas as modalidades que cabem ao tiro. Tudo foi bem planejado para atingirmos as nossas propostas.

O acompanhamento das competições foi outro ponto determinado. A presença de um dos integrantes da Diretoria é obrigatória nos eventos esportivos da modalidade, para que os atletas se sintam realmente esportistas. Esse intercâmbio é necessário. Vamos trabalhar para estar ao lado dos clubes de caça e tiro e não só dos federados. Assim, também podemos esclarecer questões e orientar aos atletas. Queremos regularizar e regulamentar os clubes. Precisamos estar à disposição do atirador.

Nosso objetivo também é formar vários polos e buscar novos adeptos. Uma ação feita para alcançar essa proposta foi buscar coordenadores, que já conviveram bastante com a prática do tiro, para serem instrutores e formar novos atletas. Se nesses quatro anos de mandato conseguirmos atender aos anseios dos atiradores, alcançamos nossos objetivos.

Há uma burocracia que também deve ser atendida pelos clubes de caça e tiro. Entre as questões burocráticas, está a aquisição de munição. São cerca de oito meses para a importação. No Brasil, há dificuldade quanto à prática do tiro. É algo bem complexo. Não é tão fácil. A legalização e registro de armas, guia de tráfego e certificado de registro no exército estão entre as documentações necessárias, por exemplo.

 

 

São 50 clubes federados, de diferentes municípios, como Blumenau, Brusque, Caçador, Capinzal, Chapecó, Concórdia, Criciúma, Ibirama, Jaraguá do Sul, Joaçaba, Joinville, Lages, Luzerna, Mafra, Pomerode, Presidente Getúlio, Rio do Sul, São Bento do Sul, São José, Timbó, Tubarão.

 

 

O tiro já é uma realidade em Santa Catarina. A modalidade tem responsabilidade e conseguiu criar o senso de atleta ao atirador. Temos atletas que se destacam a âmbito nacional e internacional. Há alguns anos, o tiro era inserido no contexto de reuniões de sábados e domingos à tarde. Mas criou-se a identidade do atirador e a ideia de que para praticar o tiro é necessário estar apto.

 

 

Posso dizer que o tiro exige muita concentração. Em minha opinião, é 80% emocional, preparo psicológico. É necessário estar "light" para a competição, dormir e descansar bem, ser uma pessoa tranquila, estar de bem com a vida e ter uma boa convivência familiar. A pessoa não pode ter problemas emocionais. É preciso saber dosar essas questões e focalizar a mente ao atirar. Quando o atirador tem algum problema emocional, ele sabe atirar, mas não sabe acertar.

Vários públicos também se envolvem na modalidade, desde crianças a idosos. O tiro é muito familiar, pois em primeiro lugar, é necessário ter essa força e apoio de casa. O atirador tem um seio familiar muito grande. A minha família é um exemplo disso. Meu filho, de 23 anos, pratica a modalidade desde os 12 e minha esposa participa de competições regionais, dando o suporte necessário em outros eventos esportivos.

O atirador sabe lidar com a arma. Ele jamais fará uma besteira com o equipamento, pois para chegar a ser um atleta ele recebeu todas as instruções necessárias. Aprendemos a manusear uma arma e o que fazer com ela. O tiro é um esporte. O atleta de tiro tem um diferencial. Ele é centrado, focalizado e tem um cuidado todo especial com o equipamento.

 

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Qual é a visão da Federação? Quais são as propostas e os objetivos traçados?

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Rolf Nicolodelli:

 

Defina um pouco o atleta de tiro ao alvo.

 

Como você avalia a modalidade de tiro no contexto estadual?

 

Atualmente, quantos clubes são federados?

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