Como prevenir a Rinite alérgica
O inimigo mora em casa
Se, principalmente no período da manhã, seu nariz escorrer, trancar ou coçar, a cabeça doer incessantemente, espirrar várias vezes, o olfato estar prejudicado e a coceira também atingir céu da boca e olhos, previna-se, você pode estar com alguma rinite alérgica.
Estas reações alérgicas significam que o corpo humano está agindo contra agentes externos agressivos ao organismo. O nariz, primeiro componente das nossas vias respiratórias, é o responsável por limpar, umidificar e aquecer o ar inspirado para que o mesmo chegue até os pulmões, e é ele quem denuncia nossas fragilidades. Quando ele fica obstruído ou com coriza, sinal que está impedindo as bactérias de invadir nosso corpo, ou seja, está nos protegendo. É por esta razão que quando estamos com gripe, por exemplo, espirramos e temos coriza, na verdade, é o nariz tentando impedir que o vírus da gripe prejudique o pulmão.
Os principais causadores das rinites alérgicas são a poeira, os ácaros (oriundos principalmente de animais e pele humana), o pólen, fumaça de cigarro entre outros. Como é praticamente impossível convivermos sem a presença dos principais fatores que as geram, existem medidas para diminuir a incidência dos mesmos no cotidiano da pessoa com alergia.
É importante evitar carpetes, tapetes, pelúcias, almofadas e demais utensílios que acumulem poeira – e, consequentemente, ácaros. Se não for possível evitar, ao menos deixa-los limpos e livres de poeira. A casa deve estar sempre arejada, de preferência ao alcance do sol, já que este inibe o aparecimento de fungos. Perfumes, produtos de limpeza com odores fortes, tintas, entre outros agentes químicos, devem ser amenizados do convívio dos alérgicos. O frio e a umidade também prejudicam os doentes.
Outro local de importante cuidado é a cama. Como, geralmente passamos 08 horas dormindo, o local está entre os principais “esconderijos” do ácaro. Para evitar sua proliferação, o colchão deve ser forrado, as roupas de cama trocadas pelo menos uma vez por semana, e, se possível, virar o colchão a cada 15 dias além de colocar o mesmo no sol durante algumas horas. Os travesseiros (dê preferência aos de poliéster), também devem, quando possível, ficar em contato direto com o sol.
A rinite alérgica não é contagiosa, e quem convive com pessoas que têm a doença não correm o risco de transmissão. A doença pode ser transmitida de geração em geração. Filhos de pais que possuem algum tipo de intolerância estão mais propícios a desenvolverem alergias, embora isto não signifique que necessariamente a terão. Aproximadamente, 20% da população mundial sofre com a rinite alérgica, o que em proporções numéricas indica uma em cada sete pessoas.
Com bastante incidência no inverno, devido ao uso de cobertores e roupas mais suscetíveis de ácaros e fungos, a doença não tem cura, mas possui tratamento, geralmente em duas frentes: um de caráter preventivo e o outro de alivio aos sintomas. Ambos devem ser orientados por um profissional competente, pois se ela não for bem tratada, pode implicar em otites, sinusites, entre outros agravantes.
A rinite muitas vezes deriva da automedicação. O uso indevido de descongestionantes nasais, ao invés de curar a doença, pode aumentar e até mesmo fazer surgir alergias, por isso, é importante procurar um profissional qualificado para tratar a doença.
Quando a alergia não é solucionada com os procedimentos de higiene, o uso de medicamentos é indicado. Em casos ainda mais complicados, existem vacinas antialérgicas, que apesar do longo tratamento, diminuem a sensibilidade dos doentes para com as substâncias que provocam a alergia. Em muitos casos a vacina consegue extinguir os medicamentos da vida dos pacientes.
Quando não é bem tratada, pode comprometer a saúde e qualidade de vida do paciente. A insônia, fadiga, irritabilidade, mal estar, etc, são sintomas frequentes, mas além destes, a rinite ainda pode causar distúrbios alérgicos mais graves, como asma e eczema.
Principais causas das Rinites
– Familiares com problemas semelhantes;
– Homens tem maior probabilidade de ter a doença que mulheres;
– Ser o primeiro filho;
– Contato com cigarro durante o primeiro ano de vida;
– Exposição à poeira, ácaros e pólen;
– As estações do ano: Primavera e Inverno (é na primavera que aumenta a incidência de pólen nas ruas, e no inverno que as roupas estão mais suscetíveis aos ácaros).
Principais cuidados
– Manter a casa arejada;
– Colocar colchão, travesseiros e roupas de cama em contato direto com o sol;
– Tirar o pó dos móveis frequentemente;
– Evitar produtos com perfume exacerbado (produtos de limpeza, tintas, inseticidas, etc).