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Como controlar o acesso à rede

Realmente os tempos são outros. A tecnologia nos proporciona muitos avanços na sociedade e nos ajuda a entender muitas coisas do mundo.

1 de junho de 2015

Realmente os tempos são outros. A tecnologia nos proporciona muitos avanços na sociedade e nos ajuda a entender muitas coisas do mundo. Ela facilitou nossa vida em muitos aspectos, trouxe agilidade e acesso a informação sem restrições.
Mas ao mesmo tempo nos traz algumas preocupações. Ao mesmo tempo em que ela facilita o acesso à informação, o conteúdo nem sempre é filtrado e a criança ou adolescente pode consultar diferentes sites e ser abordado por pessoas que agem de má fé.
Se acompanharmos o noticiário, não é difícil encontrar casos de assaltos, de sequestros, estupros, abusos e outros crimes que foram motivados a partir de conversas na internet. Muitas vezes, por estarmos em casa, temos a sensação de proteção, mas esquecemoas de que, na verdade, não sabemos exatamente quem está do outro lado.
Muitos cuidados devem ser tomados, principalmente relacionados a endereços, telefones, indicações e publicações nas redes sociais que contam o dia-a-dia. Recomenda-se que não sejam postadas frases que indiquem que a casa ficará sozinha em determinado horário ou que a pessoa está sozinha em casa. Também se deve ter precaução com as conversas nas redes para que não sejam repassados dados pessoais, senhas e acessos, principalmente em sites de bancos.
Certifique-se dos sistemas de segurança instalados no computador, é preciso mantê-los atualizados e ativos para que façam a devida proteção do usuário, somente clique em informações seguras e não forneça informações pessoais em páginas suspeitas

Internet na escola
A segurança no meio digital é algo que vem sendo bastante discutido ultimamente e é tema nas escolas e nas famílias. Mas com a correria do dia-a-dia, como fazer com que as crianças fiquem protegidas e não cliquem em sites inapropriados? Como driblar o nosso analfabetismo digital frente ao conhecimento deles que nasceram em meio à tecnologia?
Para responder a essas, e outras dúvidas, a equipe do Jornal de Pomerode foi ate a Escola de Ensino Básico Municipal Vidal Ferreira e conversou com mães e responsáveis da escola pra saber como é trabalhada essa questão com alunos e filhos.
O primeiro ponto abordado na roda de conversas foi como a escola controla o conteúdo acessado nas pesquisas da biblioteca e durante as aulas no laboratório de informática.O tecnólogo em educação, Fabiano Pradie D’Oliveira, disse que cada aluno é portador de uma chave de acesso com nome e senha. A partir disso, um programa disponibilizado pela prefeitura é capaz de emitir relatórios de todas as páginas visitadas e atividades desenvolvidas por aluno.
A diretora da escola, Doris Mathias Selhorst, nos contou que também é trabalhado na escola a parte de conscientização das crianças sobre o que é adequado à idade delas, os cuidados necessários e a responsabilidade de cada atividade. “Trabalhamos a prevenção o ano todo. Queremos incluir alguns filmes para que eles visualizem os perigos que estão escondidos na internet. Nossa principal ação é a prevenção”.
Mãe de três filhos, dois deles ainda adolescentes, Marileia Nuremberg, relata que é difícil ter total e absoluto controle sobre as atividades dos filhos na internet, mas que na casa dela a conversa sempre acontece no sentido de orientação, como forma de proteção. “Converso com meus filhos, explico e conto as maneiras corretas de se agir. Sempre passo por perto, vejo com quem conversam e alerto, se necessário. É uma relação que tem como base a confiança no que eles estão fazendo”, afirma.

Os tais vírus
Sabemos que há muitos perigos na internet e alguns podem até mesmo afetar o nosso computador. Muitas vezes um clique numa página pode significar um problemão. A nossa outra integrante da roda, mãe de três filhos, Leriana Teske, contou que isso já aconteceu varias vezes na casa dela e que o resultado foi muitas visitas de técnicos para consertar o que uma desatenção causou.
A mãe explica que a maioria das vezes não é intencional, como no dia em que devido a uma busca num site sobre um tema de trabalho de escola o adolescente acessou uma página que deixou um vírus no computador. “Teve aquela história entre os três de não fui eu, mas depois conversamos e chegamos ao consenso de como saber quais páginas são seguras”, completa.
Aliás, sobre isso o próprio navegador da internet pode nos ajudar. Sempre há um indicador de segurança que é identificado por um cadeado fechado no rodapé da página. Além da configuração dos programas antivírus que podem ser moderados para alertarem sobre a segurança de determinadas páginas e arquivos.

Horário certo
Na casa da Roseane Romig seus dois filhos e os dois enteados, todos adolescentes, têm horário determinado por ela para ficar na internet e não tem possibilidade disso acontecer em outro horário.
Ela conta que possui a senha do notebook dos dois mais velhos e o acesso ao computador somente é feito a partir de tal senha. Coisa que somente acontece quando todos estão em casa. “Os mais novos obedecem ao mesmo esquema, mas utilizando o meu computador. Quando não estou em casa meu marido fica de olho. Ainda tenho a senha das redes sociais e acompanho as coisas que postam e vêem. Aqui temos uma política de não divulgar fotos da família”, conta Roseane.
Ser linha dura ou não é a realidade de cada família, mas a verdade é que, muitas vezes, os jovens ainda não tem o pensamento do que é nocivo. A educação deles e o acompanhamento dos pais no que é acessado nas páginas da internet se mostra fundamental. Por outro lado, acompanhar não é sinônimo de proibição, a relação da confiança citada no início do texto volta a tona nesse contexto. Sabemos que não é possível ficar o tempo todo com a mão no mouse dizendo o que se pode e o que não pode clicar, é preferível que aos poucos eles mesmos, os adolescentes, saibam o que lhes é permitido, para que desenvolvam a responsabilidade e a capacidade de escolha.

A mãe do fulano deixa
Cada filho tem argumentos diferentes para convencer os pais e é natural que façam uma comparação com a realidade que vivenciam ou ouvem dos colegas e amigos. E, muitas vezes, para os pais é difícil explicar as diferenças de cada família, até porque muitas vezes para os jovens, isso é injustiça e exigem igualdade de direitos perante os colegas.
Nossas três entrevistadas foram unanimes da resposta: regras são regras!
Disseram que em situações como essa conversam com os filhos e explicam que em cada casa há um tipo de controle e que na família deles as coisas acontecem de uma forma, enquanto outras famílias trabalham esses assuntos de forma diferente.

Aliados na censura de conteúdos
Como dissemos, é difícil estar presente em todos os momentos e controlar todas as visitas dos filhos às páginas de internet, mas para isso existem ferramentas que podem auxiliar os pais nessa atividade.
Não existe uma maneira à prova de falhas para proteger completamente o conteúdo que seus filhos acessam na internet, assim como em qualquer outro lugar. No mundo real, existem precauções que os pais podem tomar para evitar que os filhos encontrem material perigoso ou impróprio.
Muitas vezes o jovem não estava procurando por aquele conteúdo, mas acaba acessando uma página imprópria devido as facilidades que os buscadores, como o Google e outros proporcionam, ou mesmo através de links de sites que o levam ao conteúdo.
Os chamados controle de DNS disponibilizam serviços online que vão desde versões gratuitas até soluções de baixo custo permitindo aos pais bloquearem o acesso a conteúdos impróprios como: sites de pornografia, sites de tortura, mutilação e conteúdos grotescos, sites de sadismo, masoquismo, fetiches sexuais e auto mutilação, sites que permitem navegar anonimamente / enviar e-mails anônimos.
Além de conteúdo impróprio, a utilização desse sistema também traz benefícios como:
Bloqueio básico de Phishing; bloqueio básico de Botnet; melhora a velocidade do acesso a Internet.

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