Combustível salgado
Alta nos preços deve gerar um custo de aproximadamente R$10 em um veículo cujo tanque possua capacidade para 45
litros. Motoristas estão reclamando
Os motoristas passaram a pagar mais pelo combustível desde o último domingo, 1º de fevereiro. A gasolina e o diesel ficaram mais caros. De acordo com nota divulgada pelo portal R7, a alta foi motivada pela alteração das alíquotas do PIS (Programa de Integração Social) e da Cofins (Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social) sobre os combustíveis.
O impacto em média será de R$ 0,22 para a gasolina e R$ 0,15 para o diesel, de acordo com a Receita Federal. A expectativa desse incremento nos preços fez com que crescesse o movimento nos postos de abastecimento de diversas cidades brasileiras.
Para o consumidor Cristian Johason o aumento não é nada favorável e vai dificultar o seu dia a dia como motorista. “Isso é uma palhaçada. Logo depois da Copa do Mundo já havia rumores sobre o aumento das coisas. Agora vou acabar gastando bem mais do que o esperado”. O porteiro Gilberto Ferreira concorda. “Acho um absurdo. Antes o valor já era alto e agora só piorou. Vou ter que diminuir o uso do carro. O mesmo vai acontecer com o auxiliar de produção, Izidoro de Almeida. “O carro vai ficar mais parado a partir de agora. O aumento foi abusivo e não condiz com o salário do trabalhador”. Já o aposentado Reimar Luedtke traz a tona o agravante do repasse do aumento para demais produtos. “Trata-se de uma exploração. A partir de agora o preço de tudo vai aumentar”.
O chefe de pista, Luiz Lima, que acompanha de perto as queixas dos consumidores afirma que os motoristas não gostaram nada do aumento. “Estão todos revoltados. Eles reclamam com a gente, acham que o culpado é o posto, mas a culpa não é nossa. Agora é comum ver pessoas que antes enchiam o tanque colocando R$20, R$30, para utilizar só o necessário, na esperança que os preços voltem a cair”.
Outra mudança que afetará os proprietários de veículos será o aumento da Cide (Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico) sobre a gasolina e o óleo diesel, que acontece no dia 1º de maio. As medidas fazem parte de um pacote de aumento de tributos anunciado pelo governo, que espera obter R$ 12,2 bilhões.
Na última quinta-feira, dia 29 de janeiro, o governo publicou o decreto que altera duas normas de 2004 que haviam reduzido as alíquotas do PIS e da Cofins incidentes sobre a importação e comercialização de gasolina, óleo diesel, gás liquefeito de petróleo e querosene de aviação e as alíquotas da Cide incidente sobre a importação e a comercialização de petróleo e seus derivados, gás natural e seus derivados e álcool combustível.
Pesando no bolso – Um levantamento feito pelo diretor-executivo de estudos e pesquisas econômicas da Anefac (Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade), Miguel José Ribeiro de Oliveira, a pedido do R7, mostra que o brasileiro com um veículo cujo tanque tem capacidade para 45 litros de combustível, vai passar a desembolsar quase R$ 10 a mais por cada tanque que encher. De acordo com o diretor, com o litro da gasolina custando, em média, R$ 2,80, o motorista gasta R$ 126 para completar o tanque. Se o aumento da Cide for repassado integralmente pelas refinarias para os postos, o impacto esperado é que o mesmo tanque de combustível passaria a custar R$ 135,90.
O valor corresponde a um aumento de R$ 9,90 ou 7,86%. Caso o motorista utilize um tanque de combustível por semana, ele vai pagar R$ 39,60 a mais por mês.