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Coluna de Economia

por Luiz Felipe Eischtaedt de Bem

4 de agosto de 2011

Contas apertadas, gastos com filhos, compromissos financeiros, falta de planejamento. Por conta destas e de diversas outras variáveis, não são poucas as pessoas que chegam à terceira idade sem ter conseguido fazer investimentos ao longo da vida.
Entretanto, de acordo com os educadores financeiros, nunca é tarde para começar a investir. O quanto antes pensar em aplicações financeiras, melhor. Mesmo se você já estiver na terceira idade, não deixe de pensar em investir, para garantir uma velhice mais tranquila e um possível conforto a mais para filhos e netos.
Cada fase da vida possibilita perfis de investimento diferentes, sendo que quanto mais jovem a pessoa for, mais arrojado deverá ser seu investimento, e a medida que a pessoa vai envelhecendo, os investimentos devem se tornar mais conservadores.
Não existe receita de bolo para nenhum perfil, nenhuma idade especifica para se iniciar ou terminar os investimentos. O que deve ser feito é uma avaliação da capacidade de poupança e a necessidade de uso do dinheiro, pois geralmente investimentos de prazos mais longos geram uma melhor rentabilidade.
Infelizmente a cultura de investir do brasileiro ainda é muito incipiente no que tange onde investir. Os bancos deveriam auxiliar os clientes a montarem uma carteira de investimentos para seu perfil e possivelmente pensar em iniciar investimentos para seus respectivos filhos. Porém, na busca incessante por metas e lucros maiores, os bancos não oferecem e nem é de seu interesse oferecer os produtos mais rentáveis aos seus clientes. Gostaria de salientar que não estou menosprezando o serviço dos gerentes, mas conheço sua tarefa árdua de ser multitarefa e a cada dia mais viver sob uma maior pressão. Aproveitando o ensejo, o banco HSBC reportou que pretende demitir 10.000 funcionários em todo o mundo, como inicio de uma forte estratégia de corte de gastos.
Retornando ao assunto, o investidor jovem deve focar em investimentos com um perfil de mais longo prazo, que ofereça oportunidades de ganhos maiores e em contrapartida possua riscos mais elevados, pois se caso algo der errado, ele ainda terá bastante tempo para corre atrás. Pessoas adultas, dependendo da capacidade financeira, devem ir migrando com o tempo seus investimentos mais arrojados para mais moderados e se possível, iniciar pequenos investimentos arrojados para seus filhos, para quem sabe alguns anos à frente, os mesmos estarem com a faculdade paga. Já as pessoas na terceira idade devem optar por investimentos conservadores, priorizando a manutenção do capital. Porém como já citei anteriormente, não existe nada genérico no mundo dos investimentos e cada pessoa ou família deve ser analisada com muita dedicação.

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