Colonização: a origem de tudo
Assim como diversas cidades brasileiras, Pomerode surgiu com a imigração alemã no Brasil, com a chegada dos primeiros imigrantes. A criação da colônia, estrategicamente entre Blumenau e Joinville, foi incentivada pelo grupo do Dr. Hermann Blumenau, para que fortalecesse o comércio entre ambas. Os lotes de terras foram divididos entre os imigrantes, que passaram a se dedicar às agricultura.
Assim como diversas cidades brasileiras, Pomerode surgiu com a imigração alemã no Brasil, em 1863, com a chegada dos primeiros imigrantes. A criação da colônia, estrategicamente entre Blumenau e Joinville, foi incentivada pelo grupo do Dr. Hermann Blumenau, para que fortalecesse o comércio entre ambas. Os lotes de terras foram divididos entre os imigrantes, que passaram a se dedicar às produções de arroz, batata, fumo, mandioca, feijão e na criação de animais.
As adversidades enfrentadas e o isolamento reforçaram a solidariedade entre os colonos, que trabalhavam em mutirão para desbravar a mata e construir pontes e abrigos. Com isso, formaram uma sociedade coesa com fortes laços culturais. Aos poucos surgiram pequenos núcleos compostos por uma escola, uma igreja e uma sociedade de atiradores. O comércio começou a ser estabelecido e surgiu a primeira indústria. Com a chegada do século XX, pequenas indústrias se instalaram na região, com destaque para as de porcelana.
A maior parte dos imigrantes alemães veio da região histórica da Pomerânia, situada entre o norte da Alemanha e Polônia e de onde se origina o nome do município. Os pomeranos são descendentes de uma mistura de povos germânicos e eslavos e, desde o século XII, quando passaram a fazer parte do Sacro Império Romano-Germânico, sofreram um processo de germanização de seu idioma e costumes. Quando chegaram ao Brasil, os pomeranos não se identificavam como sendo alemães, pois possuíam características culturais distintas, porém, com o passar do tempo, acabaram se incluindo entre os alemães.
Dentre os diversos grupos de alemães que imigraram para o Brasil, os pomeranos formaram uma minoria e por isso, quando chegavam aqui, mesclavam-se com outros grupos de alemães, o que contribuía para perder sua herança cultural.
Apenas em três localidades brasileiras os pomeranos formaram a maioria dos imigrantes, contribuindo assim pela manutenção dos seus costumes: em Santa Maria de Jetibá, no Espírito Santo; São Lourenço do Sul, Morro Redondo e Arroio do Padre, no Rio Grande do Sul, e em Pomerode.
Com o fim da II Guerra Mundial, a maior parte da Pomerânia foi anexada à Polônia e uma pequena parcela ficou na Alemanha, chamada de Mecklemburgo-Pomerânia Ocidental. Muitos pomeranos se refugiaram na Alemanha Oriental ou imigraram para outros países, com isso, acabaram por perder grande parte de seus costumes. De fato, o Brasil tem mais falantes da língua pomerana do que a própria Alemanha.
No Brasil, a II Guerra Mundial também foi decisiva para a nacionalização dos imigrantes alemães: o presidente Getúlio Vargas, após declarar guerra contra a Alemanha, proibiu o uso da língua alemã no País, além de proibir a construção de casas sob arquitetura germânica ou manifestação da cultura da Alemanha. Isso afetou Pomerode e todas as colônias alemãs do Brasil, que passaram a se abrasileirar.
Ao todo, 300 mil brasileiros são descendentes de alemães pomeranos.