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Coisas que Pomerode fala

Alunos do Amadeu da Luz produzem divertido curta metragem com dialetos do município

1 de junho de 2015

Os alunos do sétimos anos da escola Amadeu da Luz apresentaram na última quarta-feira, 19 de novembro, o resultado de um curta metragem que recebeu o nome “Coisa que Pomerode fala”, produzido sob o tema da variação linguística de Pomerode. 

O roteiro, escrito por muitas mãos, e nele foi utilizada a linguagem local. Tudo começou no bimestre anterior, quando os alunos, orientados pela professora de português, Scheila Maas, estudaram sobre gêneros textuais e variações linguísticas relacionadas a fatores como idade, sexo, escolaridade e grupos sócias em que os indivíduos de uma região estão inseridos.

Tão logo, foi observado que em Pomerode existe uma forma peculiar de se falar devido ao bilinguismo entre o idioma alemão e o português, e foi criado um “minidicionário”, intitulado pelos integrantes do projeto de “Manual de sobrevivência em Pomerode”, com a disposição de termos regionais. A ideia do curta surgiu depois, por meio da tecnóloga, Lorizete Pegorini. 

O curta foi produzido entre os dias 29 e 30 de outubro. Para combinar com o dialeto, cenário escolhido não podia ser mais tradicional, uma casa em enxaimel, da família Strutz, gentilmente cedida pelo proprietário. O resultado foi divertido, os alunos incorporaram o projeto e encenaram cenas cotidianas ocorridas em diversos lares de Pomerode, a exemplo da hora das refeições.

De acordo com a professora de Português a atividade foi algo diferente e interessante. “Um trabalho como este faz com que o aluno reconheça as diferentes variedades linguísticas, mas, principalmente, que ele respeite a variedade local e se perceba pertencente a este grupo. Trata-se de uma questão de identidade”, afirma. A aluna do 7º B, Ketin Friedel, concorda e complementa. “Foi interessante, foi uma aula diferente, porque assim podemos ver e aprender mais sobre a cultura alemã”, opina.

A ideia foi fazer algo bem humorado, leve, que distraísse as pessoas, mas a professora salienta que não houve a intenção de ofender alguém ou um grupo de pessoas. “Temos de ter a capacidade de rir de nós mesmos”, justifica. O curta está disponível no Youtube e pode ser conferido por quem se interessar.

Coisas que Pomerode fala – Parte 1

Coisas que Pomerode fala – Parte 2

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