Meio Ambiente

Cobra coral, encontrada em casa de Pomerode, poderá ir para o Instituto Butantan

O Instituto receberá a cobra e fará a extração do soro antiofídico

5 de fevereiro de 2021

A cobra coral verdadeira, encontrada no pátio de uma casa na Rua Carlos Mueller, em Testo Rega, nesta quinta-feira, 04 de fevereiro, poderá ser levada para o Instituto Butantan, em São Paulo, para a extração do soro antiofídico.

Segundo o Corpo de Bombeiros Voluntários de Pomerode, a cobra será levada inicialmente à Fundação Jaraguaense de Meio Ambiente (Fujama), de Jaraguá do Sul, que irá avaliar a qualidade de vida do animal, se a cobra está saudável, além de uma autorização de coleta e guia de transporte animal. A Fujama também cuidará da questão burocrática para o envio do animal ao Butantan.

Com todas as questões burocráticas aprovadas, o Instituto receberá a cobra e fará a extração do soro antiofídico. O Butantan recebe estes animais da Região Sul para este fim, pois as corais que aparecem no Sudeste são menores, impossibilitando a extração do soro.

A espécie

Em geral, as corais vivem escondidas embaixo de troncos e folhagens e, ao contrário de outras espécies, não dão o bote. A dentição é do tipo proteróglifa, com dentes inoculadores da peçonha na parte anterior da boca. As corais falsas apresentam dentição opistóglifa ou áglifa. As áglifas são serpentes sem aparelho inoculador de peçonha. Os dentes são maciços e sem canal inoculador. Estas serpentes como sucuris, jiboias e pítons, atacam, geralmente, por constrição. As cobras opistóglifas possuem os dentes inoculadores de peçonha na parte posterior do maxilar superior, o que dificulta os acidentes.

O soro antiofídico é produzido a partir do veneno retirado da própria cobra e da hiperimunização de animais, normalmente cavalos. A substância é usada como antídoto e tem a função de neutralizar o veneno no sangue e nos tecidos da vítima.

Os acidentes ocorrem, em geral, com pessoas que não tomam as devidas precauções. São recomendados  o uso de botas de borracha cano alto, calça comprida e luvas de couro, bem como evitar colocar a mão em buracos ou fendas. A pessoa acidentada deve ser levada imediatamente ao médico ou posto de saúde, procurando, se possível, capturar a cobra ainda viva. Deve-se evitar que a pessoa se locomova ou faça esforços, para que o veneno não se espalhe mais rapidamente pelo corpo. Deve-se, também, evitar técnicas como abrir a ferida para retirar o veneno, chupar o sangue, isolar a área atingida e fazer torniquetes, sendo o soro a melhor opção.

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