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Cientistas desenvolvem córnea artificial

O órgão sintético, criado depois de dois anos de estudos, pode minimizar as filas de transplantes

30 de agosto de 2010

Cientistas desenvolveram uma córnea artificial que, pela primeira vez, poderá ser usada para recuperar a visão de humanos. Criado em laboratório, o órgão biossintético é ligado a nervos e tecidos dos olhos durante a cirurgia de colocação, apresentando baixos índices de rejeição. Ainda em fase preliminar de testes, operações em voluntários mostraram que em 60% dos procedimentos os pacientes passaram a enxergar melhor. As respostas clínicas se mostraram ainda melhores do que em pacientes que receberam órgãos naturais. A nova córnea deve chegar aos mercados só daqui há dez anos.

Doenças e traumas na córnea são os principais responsáveis pela cegueira em todo o mundo. Em países onde há bancos de armazenamento desses tecidos, o tratamento acontece somente com córneas naturais, retiradas de doadores. Os estoques, no entanto, são bem inferiores à demanda, deixando milhares de pacientes nas filas de espera. Há ainda riscos de algumas complicações pós-operatórias, como a rejeição ao órgão transplantado.

?O colágeno humano recombinado [córnea artificial] é um substituto viável, além de não ter as limitações encontradas em transplantes humanos, como a transmissão de doenças?, afirma May Griffith, médica canadense que liderou as pesquisas. Depois de transplantada, a córnea artificial promove o crescimento de tecido no local e restaura a visão do paciente.

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