Cidadania se aprende, também, na escola
Os manifestos que vêm ocorrendo em diversas cidades brasileiras servem, também, para refletir sobre diversos assuntos. Pomerode também manifestou suas críticas, desejos, anseios e indignações através de um protesto pacífico que aconteceu no sábado, dia 22 de junho.
Os manifestos que vêm ocorrendo em diversas cidades brasileiras servem, também, para refletir sobre diversos assuntos. Pomerode também manifestou suas críticas, desejos, anseios e indignações através de um protesto pacífico que aconteceu no sábado, dia 22 de junho.E baseado nesses acontecimentos, no dia 25 de junho, a turma do 2º B do Ensino Fundamental do Colégio Sinodal Doutor Blumenau realizou a leitura do livro Se criança governasse o mundo, de Marcelo Xavier e, após a leitura, discutiram acerca dos manifestos no Brasil.
Um dos alunos da turma participou do protesto em nossa cidade e relatou para a sala a sua experiência. Com isso, uma roda de conversa e debate acerca das informações que as próprias crianças tinham sobre o assunto foi formada e a conclusão da turma foi: para mudar o que está lá fora, primeiro é importante mudarmos o que está à nossa volta.
A ideia de que no nosso dia-a-dia diversas ações não são benéficas para a sociedade e muito menos para a natureza e demais seres vivos foi unânime.
Para conscientizar a comunidade escolar, alunos e professora resolveram fazer um cartaz que, segundo o aluno que participou do manifesto, é uma das características de um bom manifestante. Nele foram escritas frases de protestos para manifestar a importância da mudança de atitude.
Inicialmente, as diversas frases sugeridas foram escritas, pela professora, no quadro da sala de aula. Alguns exemplos de frases foram: cuidar da escola, jogar lixo no lixo, ser bom coração, ser rico em felicidade, respeitar os mais velhos, cuidar do que é seu.
Depois disso, os alunos transcreveram suas frases no cartaz e, também, para os alunos que ainda não sabem ler, as crianças fizeram desenhos retratando as frases para que todos pudessem ter acesso ao seu conteúdo. Dando um exemplo de cidadania e democracia, o cartaz ficou encantador.
Aproveitando o momento, a turma também conversou sobre as situações de vandalismo que ocorreram em algumas cidades durante os protestos e o significado dessa palavra. Juntos, a conclusão foi, mais uma vez, unânime: respeito é bom e todos gostam. E que, quando alguém faz algo errado para mim, eu devo me manifestar conhecendo, porém, os meus limites. Eu, enquanto mediadora desse processo de construção, percebi o quão críticos esses alunos estão se tornando diante das atitudes alheias agindo sempre com respeito e educação, explica a professora, Daniela Heineberg.
A conversa se estendeu e abordou outros assuntos, como pobreza, descaso, irresponsabilidade. A solução sugerida por eles, no entanto, é a que o Brasil inteiro propõe: educação. Com muita alegria pude concluir esse trabalho e ter a certeza de que a semente foi plantada! E já, já a colheremos, finaliza a professora.