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Chuvas causam transtornos em Pomerode

Desde sexta, dia 15, o tempo chuvoso perpetuou durante todo o fim de semana, causando pontos de alagamentos e quedas de barreira na cidade

21 de fevereiro de 2019

Foram 120mm em apenas um dia. Isso é o equivalente a 120 litros em um metro quadrado. E, foi este o volume de chuva registrado em Pomerode, de domingo de manhã, dia 17 até a madrugada de segunda, 18. Como já estava chovendo desde sexta-feira, dia 15, os rios já evidenciavam um nível acima da média e o solo também já apresentava saturação. Mas, foi de domingo para segunda que a chuva causou prejuízos e transtornos em Pomerode.

Pela manhã de segunda, na Rua dos Atiradores, em Testo Central, era possível ver a olho nu o nível do rio fora do comum. Na altura do número 8060, próximo ao cruzamento com a Afonso Koch e à Marowski, a água já havia tomado conta da rua, cobrindo pela metade ponto de ônibus e placas de sinalização de trânsito, dando a dimensão da invasão da água do Rio do Testo, na Rua dos Atiradores. Por lá, o trânsito teve que ser interrompido durante toda a manhã, pois não havia como passar veículos naquela região.

Um pouco mais a frente, ainda na Rua dos Atiradores, na altura do número 9800 e próximo do mercado Storch, outro ponto de alagamento foi registrado. Diferentemente do outro local citado anteriormente, por lá o trânsito não precisou ser interrompido, pois a lâmina de água que se formou na pista em função da invasão da água do rio, não foi suficiente para interditar o local. Porém, a correnteza forte do rio, levou folhas, galhos e outros rejeitos para a rua.

Do outro lado da cidade, em Testo Alto, a rua Emílio Doege, também registrou alagamentos e transtornos à população local. Lá, a água chegou a um metro e meio, segundo moradores da rua, mas o nível abaixou rapidamente, para a sorte da comunidade. Em outras ruas de Testo Alto, a água chegou a invadir plantações de milho e cana-de-açúcar, trazendo prejuízos aos agricultores do bairro. 

Além da água que deixou essas ruas alagadas, quedas de barreiras, de baixas proporções, foram registradas em Testo Alto, Testo Central e Pomerode Fundos. De acordo com o coordenador da Defesa Civil de Pomerode, Lúcio De Bem, mesmo com a trégua da chuva, é necessário um monitoramento dessas áreas.

“O sol não quer dizer muita coisa em relação à essas barreiras. Elas estão com o solo encharcado, ou seja, qualquer chuva mais forte que der durante os próximos dias, pode ocasionar alguns deslizamentos. Portanto, pedimos aos moradores dessas regiões de encosta, acionarem a Defesa Civil, caso algo de errado esteja acontecendo, pois iremos verificar a área, para ver se há a necessidade de interditar esses locais”, explica De Bem.

O motivo das chuvas

Procuramos um meteorologista para explicar os reais motivos dessas fortes pancadas de chuvas que atingiram Pomerode, região e também o litoral. De acordo com Dirceu Severo, meteorologista do Centro de Operação do Sistema de Alerta, Ceops da Furb, em Blumenau, a formação dessas nuvens que geram às chuvas, são parecidas com as mesmas da enchente de 2008, porém com menos força.

“Tudo isso foi em virtude de uma circulação de ventos do mar que vieram após uma frente fria. Esse vento que vem no sentido anti-horário, facilitam as formações de nuvens. No litoral, tivemos um índice muito grande de volume de chuva e essas nuvens, que não vem acompanhadas de relâmpagos e trovoadas, acabam migrando para outras localidades do estado, chegando até a nossa região”, relata o meteorologista.

A previsão para os próximos dias é de chuva aos fins de tarde, acompanhado de trovoadas, comuns no verão. O nível do Rio do Testo deve se normalizar ao longo da semana.

Recomendações da Defesa Civil 

Em casos de alagamento, evite o contato com as águas e não dirigir em lugares alagados. Evitar transitar em pontilhões e pontes submersas e cuidado com crianças próximas de rios e ribeirões.

Em relação à queda de barreiras, Não fique próximo às margens de rios e ribeirões, principalmente, em regiões de relevo acentuado, montanhoso e pequenos vales, pois, muitas vezes, há temporais intensos sobre os topos e cabeceiras, gerando repentinamente grande quantidade de água num curto espaço de tempo.

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