Cativa Têxtil projeta 35% de crescimento em 2013
Voltando no tempo, há quase 25 anos, era impossível prever que a empresa que tecia amor aos teares, aos tecidos e ao trabalho, que contava apenas com quatro máquinas de costura distribuídas em um galpão alugado e cinco funcionários, se transformaria em uma das maiores indústrias têxteis do país. Um quarto de século passou e outras cinco empresas formaram o Grupo Cativa.
Voltando no tempo, há quase 25 anos, era impossível prever que a empresa que tecia amor aos teares, aos tecidos e ao trabalho, que contava apenas com quatro máquinas de costura distribuídas em um galpão alugado e cinco funcionários, se transformaria em uma das maiores indústrias têxteis do país.
Um quarto de século passou e outras cinco empresas formaram o Grupo Cativa, que conta, paralelamente, com sete lojas. A “mãe” do grupo, a unidade pomerodense, possui mais de 600 colaboradores. As empresas de Mafra e Rio dos Cedros contam com, aproximadamente, 320 integrantes em seu quadro de funcionários, cada uma delas. Por sua vez, Apiúna e Campo Grande, contemplam 110 e 300, respectivamente.
Atuando em segmentos distintos, todas as empresas juntas, trabalham na composição da mesma marca. Contudo, paralelamente, a estrutura expressiva permite o atendimento de outros clientes, que somam, no país, mais de dez mil.
Atingir todas as classes sociais é um dos objetivos do Grupo Cativa, que desenvolve peças com baixos preços, valores intermediários, mas que agregam novas tendências, e outros, mais sofisticados, que não tem no valor a prioridade.
Segundo Gilmar Sprung, diretor presidente, somente o fio e alguns tecidos são comprados, o restante, que contempla todos os demais produtos e serviços para a confecção, são fabricados e desenvolvidos pela empresa. “A grande maioria dos tecidos e fios utilizados são importados. Hoje não produzimos somente no Brasil, 20% de nossa produção é feita no exterior, em países como Bangladesh, China e Vietnãm. Para preservar as características e padrões de qualidade, temos uma equipe que se desloca, no mínimo, três vezes por ano para estes locais. Nestes momentos são realizadas conferências de amostras e alguns ajustes, como os que dizem respeito ao tamanho, acabamento e costura”.
Complementado, Sprung explica que são produzidas quatro coleções por ano, com mais de 500 referências cada uma delas. “Cada referência é desenvolvida com variações de cores e tamanhos. Assim, transformam-se em mais de oito mil opções por coleção, totalizando 32 mil possibilidades confeccionadas anualmente”.
Quando o assunto é a Outlet, criada para atender o público pomerodense e aos turistas que visitam a cidade, o diretor salienta que são desenvolvidas pesquisas para identificar a demanda em cada praça e que em Pomerode, o espaço se fazia mais que necessário. “Atendíamos, primeiramente, na empresa mesmo, somente nossos funcionários. Mas a procura foi crescendo, e aos poucos, tivemos que abrir um ambiente exclusivo. Analisamos, através de estudos, qual a porcentagem de consumo de produtos semelhantes ao nosso em cada município, e se os números são satisfatórios, criamos uma Outlet”.
Mão-de-obra deficitária – O grande vilão ainda do crescimento do Grupo Cativa é a disponibilidade de mão-de-obra. “Hoje, na Cativa, temos aproximadamente 50 vagas em aberto. No ano passado, no melhor momento neste sentido, tínhamos 20 vagas disponíveis. Atrevo-me a dizer que não é uma realidade só do ramo têxtil, mas de outros ramos também. O próprio perfil dos colaboradores está mudando com o tempo, em decorrência da vasta procura por estes profissionais. As pessoas, em sua grande maioria, não sonham em se aposentar na mesma empresa que iniciaram a trabalhar, o que explica a rotatividade. Prevejo que sempre teremos vagas em aberto e seria utopia acreditar em preencher todas elas perante o crescimento que projetamos”, explica Sprung.
A maioria das vagas abertas está no setor de produção, mas também existem algumas no departamento administrativo. “Hoje temos funcionários que trabalham em Pomerode, mas vêm de Jaraguá, de Blumenau e de Timbó, somando mais de 70 colaboradores”.
Na contramão da falta de profissionais, buscando preservar seu quadro de colaboradores, a Cativa compreende que seu principal “pilar de sustentação” é o conjunto de pessoas que formam seu “patrimônio humano”. Baseada em seus Valores e Visão, e buscando cada vez mais a descentralização da gestão de pessoas, a Cativa investe em desenvolvimento pessoal e profissional. Tudo de maneira sustentável e buscando sempre a melhoria da qualidade de vida.
Quatro vezes mais que o PIB – Projetos audaciosos, mas com coerência e planejamento. Esta é a meta promissora do Grupo para os próximos cinco anos. “Queremos crescer quatro vezes mais que o PIB (Produto Interno Bruto), no mínimo. Pode ser um projeto arrojado, mas vamos buscar concretizar. Para alcançarmos essa gestão de maneira eficaz, dispomos de profissionais qualificados e desenvolvimento de atividades constante. O alinhamento de todo o corpo de gestão com a empresa faz parte do processo que garante o sucesso da organização. A sintonia da equipe é fundamental. Por esse corpo de gestão, as estratégias são traçadas e os planejamentos são criados, baseados no comportamento dinâmico do mercado, pois é ele quem dita as regras e direciona suas metas e objetivos”, finaliza Sprung.