Polícia

Caso Luna: mãe e padrasto vão a júri popular nesta quinta-feira (16)

A menina foi morta em 13 de abril do ano passado

16 de novembro de 2023

Foto: Redes sociais

A mãe e o padrasto de Luna Bonett Gonçalves, de 11 anos, acusados pela morte da menina, vão a júri popular nesta quinta-feira, 16 de novembro.

O julgamento será realizado em Timbó, a partir das 9h, na Vara Criminal do município.

O crime foi em abril de 2022 e chocou a região do Vale do Itajaí pela brutalidade com o qual foi praticado. A mãe e o padrasto de Luna estão sendo acusados pelos crimes de homicídio qualificado por motivo torpe, tortura, cárcere privado, estupro de vulnerável e fraude processual.

Os dois já estão presos preventivamente desde o dia 15 de abril do ano passado e, além dos réus, mais cinco testemunhas serão ouvidas no julgamento.

Na denúncia apresentada, o Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) afirma que, no dia 13 de abril, Luna foi espancada até a morte pelos réus. Ela faleceu por politraumatismo e foi encontrada morta na madrugada do dia 14.

Destacam os Promotores de Justiça que, após o homicídio, os réus apagaram a memória de seus celulares e iniciaram a limpeza e reorganização da cena do crime para impedir o descobrimento da verdade. Em depoimento à polícia, a mãe ainda se acusou falsamente, assumindo toda a responsabilidade pela morte da filha, para proteger seu companheiro.

No entanto, antes da morte de Luna, de acordo com o que foi apurado nas investigações, os acusados, como forma de aplicar castigos à menina, passaram a agredi-la diariamente, impondo-lhe castigos intensos de forma intermitente e em ocasiões diversas, repetidas vezes, empregando, para isso, violências físicas brutais mediante socos, tapas, golpes com chinelos, surras com pedaços de mangueiras de jardim.

Segundo os Promotores de Justiça que assinam a ação, Alexandre Daura Serratine e Tiago Davi Schmitt, a violência física era acompanhada de graves ameaças, sempre visando aterrorizar a criança e reduzi-la, psicologicamente, a uma forma desumana.

Além disso, descrevem que os acusados prometiam causar mal injusto e grave se a menina revelasse o comportamento a alguém ou não fosse obediente às vontades dos autores. Impediam, inclusive, a criança de frequentar a escola, temendo que as agressões fossem descobertas.

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