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Caso de meningite em creche preocupa comunidade

Um caso de meningite bacteriana, do tipo mais brando, foi diagnosticado em uma criança que freqüenta uma das creches municipais.

21 de agosto de 2003


Um caso de meningite bacteriana, do tipo mais brando, foi diagnosticado em uma criança que freqüenta uma das creches municipais. A ocorrência se deu durante o recesso escolar. Mesmo assim, a criança não retornou à creche. A Vigilância Epidemiológica foi até o local para explicar que não havia necessidade de vacinar os outros alunos e que não havia motivos para maiores preocupações. Vale lembrar que é muito importante manter os ambientes bem arejados, não só as escolas, mas escritórios e residências, para evitar que a meningite possa vir a afetar mais pessoas. Não foi necessário o bloqueio, pois a Vigilância Epidemiológica entrou em contato com a Regional de Saúde, repassando o diagnóstico e informações e a orientação foi de que não havia necessidade. A criança passa bem e já teve inclusive alta.


A meningite é uma inflamação das membranas que recobrem e protegem o sistema nervoso central – as meninges. A meningite pode ser de origem viral, adquirida depois de alguma gripe ou outra doença causada por vírus, ou de origem bacteriana, normalmente mais branda. Existem várias bactérias que podem ocasionar a meningite. Uma forma contagiosa da doença é a causada pelo meningococo que transmite a doença pelo ar. Outra forma de contágio é o contato com a saliva de um doente. A bactéria entra no organismo pelo nariz e aloja-se no interior da garganta. Em seguida vai para a corrente sangüínea.


Pode ocorrer dois caminhos: cérebro ou difusão pelo corpo (bacteremia), causando uma infecção generalizada conhecida como septicemia. As meninges são membranas que recobrem o cérebro e a coluna vertebral. As meningites são infecções que acometem estas membranas. Vários são os agentes etiológicos: bactérias, vírus, fungos e parasitas.


Quando as meninges são atacadas por um microorganismo o corpo reage com suporte de leucócitos (células de defesa) para a região das meninges, lá a reação entre as células de defesa e o agente infeccioso causa uma reação inflamatória. Esta reação inflamatória é característica pelo aumento do número de leucócitos e formação de anticorpos contra aqueles agentes. E é demonstrada através do líquor cefalorraquidermo que se obtém através da função lombar.


A suspeita diagnóstica deve ser feita o mais precoce o possível e a função lombar deve ser feita assim que indicada. Tão importante quanto o diagnóstico da meningite (doença), ter o conhecimento do agente etmológico é muito importante pois através do seu encontro poderemos determinar o antibiótico adequado, tempo de tratamento (que vai de dez a vinte e um dias) e a possibilidade da evolução com complicações ou não e, assim estar um passo a frente da doença.


A certeza de qual o agente causador é dada pela cultura do líquor, que apesar de demorada é positiva em média em 50% dos casos aqui no Brasil. Assim é muito importante não iniciar o uso de um antibiótico (através de auto-medicação) ou indicada sem certeza diagnóstica dado por pessoa habilitada, pois apenas atrasa o diagnóstico da meningite e torna impossível o conhecimento do agente etiológico.


Apesar das importantes melhorias no diagnóstico (atualmente mais precoce) e no tratamento (baixa resistência dos micro-organismos aos antibióticos usados), a meningite ainda se mantém como uma das patologias preocupantes em nosso meio. Mas atualmente, através do rápido diagnóstico e tratamento eficaz, desde que haja precocidade na investigação e esta não seja atrasada pelo uso inadequado de antibióticos, a recuperação é excelente.

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