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Cartas e blues

Nascido em uma família de músicos, Lenilson Elisio desenvolveu a paixão pela cordas desde muito cedo. Suas primeiras lembranças vem do pai e do avô tocando violão e, com seis ou sete anos, já arranhava algumas notas. A influência certamente aconteceu, mas Lenilson já carregava o DNA da música dentro de si.

1 de junho de 2015

Nascido em uma família de músicos, Lenilson Elisio desenvolveu a paixão pela cordas desde muito cedo. Suas primeiras lembranças vem do pai e do avô tocando violão e, com seis ou sete anos, já arranhava algumas notas. A influência certamente aconteceu, mas Lenilson já carregava o DNA da música dentro de si. Dos três irmãos, ele foi o único que seguiu com a carreira profissionalmente.

Aos 15 anos comprou a primeira guitarra, que guarda até hoje, aos 34 anos. Nessa época, montou a primeira banda, que não durou mais do que duas apresentações. Depois montou a segunda, que durou não muito mais que a primeira. Como a máxima da música de Raul Seixas, que prega a insistência em Tente outra vez, Lenilson insistiu pela terceira vez, e teve sucesso.

No ano 2000, ajudou a criar a Tribo da Lua, que toca clássicos dos anos 80 e 90, além de pop rock, nacional e internacional, com algumas canções próprias. O conjunto ainda existe, completa 14 anos em 2014. O segredo para se manter junto por tanto tempo é a identidade fora dos palcos. Para uma formação dar certo, é preciso que os integrantes se deem bem pessoalmente, tem que gostar das mesmas coisas. Além disso, a banda deve ser tratada como uma empresa, que dá lucro, mas também dá gastos. Todos fazem o que está ao alcance, desde vender shows, até as divulgações e carregar e montar os instrumentos, explica Lenilson.

Em 2010 veio outro projeto, desta vez para tocar um estilo que Lenilson tem preferência, clássicos e blues, com a banda Camaleão Robô. Essa formação é composta por Lenilson na guitarra, Tiago na voz e baixo e Alisson na bateria. Embora o ritmo seja pouco difundo por aqui, a média de apresentações tem sido boa, cerca de 12 a 15 por mês. Isso se deve principalmente ao aumento de bares na região, que segundo, Lenilson, não havia há cinco anos atrás.

Embora exista o desejo de ter a música como atividade oficial, Lenilson afirma que isso ainda não é possível, afinal, é um negócio incerto, cujo em um mês se pode ter diversas apresentações, enquanto no seguinte pode se ter apenas uma, e as contas continuarão chegando. Sua profissão oficial, no qual é registrado, é como motorista em uma empresa de entregas. Ele concilia bem as carreiras, sai às 15h do emprego, e se dedica a música. Dificuldades existem em todas as áreas, o importante é fazer o que se gosta. A música me proporciona isso. Conseguir sair de casa para tocar rock, conhecer novos lugares, pessoas e tocar a sua própria música é, sem dúvida, o lado mais interessante de ser músico, finaliza o guitarrista.

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