Carta do Leitor!
Oitava, minha galera, eu amo vocês. Pra sempre e eternamente
Aaah, formatura, viagem, diversão, 8ª série, tudo de bom, não é? Realmente, deve ser. É o ano da empolgação, da expectativa, da união. Mas, como toda rosa tem espinhos, é também o ano da separação. Depois desse ano, cada um toma o seu rumo, vai para uma escola diferente cursar o Ensino Médio.
“Esse ano temos que aproveitar, pois é o último ano que veremos alguns dos amigos e colegas”, diz Guilherme Augusto Raduenz.
É triste saber que você se separará daqueles com quem passou toda a sua infância e adolescência, aqueles que fizeram você dar risadas, que te acolheram nos momentos difíceis, que te deram conselhos, souberam ouvir, souberam, acima de tudo, ser seu amigo.
Desde o jardim de infância, brincando no parquinho, fazendo bagunça. Alguns, até antes de entrar na escola, já estavam juntos.
“A nossa turma sempre foi unida, alegre e respeitadora. Eu estudo desde o jardim na Olavo, conheci novos amigos e com a maioria ainda estudo hoje em dia. Vi, principalmente nas viagens, que todos são amigos de todos. Admiro a amizade e a colaboração dessa turma. Nunca vou esquecer-me de ninguém”, falou Mayhara Crystynah Harmel.
Quem veio depois foi acolhido e rapidamente se enturmou. Quem foi embora deixou a sua animação e levou um pouco da nossa.
“A nossa turma, desde que vim estudar na Olavo, sempre foi unida e companheira. Vim para cá na 5ª série. No começo foi muito difícil me adaptar, mas os meus amigos me deixaram bastante à vontade”, afirmou Pâmela Aline Prado
Todos os professores, todas as salas, todos os passeios, enfim tudo. São momentos que nunca serão esquecidos.
A primeira Noite do Soninho, o passeio ao cinema para assistir Happy Feet, nos Jogos Estudantis de 2007 arrasamos, as festas entre nós, Morro do Spitzkopf, Vale das Pedras, lembram galera? Tudo foi perfeito ao lado de vocês, sempre estivemos juntos, sempre fomos unidos.
“O que mais marcou foram todas as viagens, todos rindo e se divertindo juntos. Espero que todos se dêem bem no futuro que vamos escolher a partir do final deste ano”, falou Vítor Amarildo Krüger Reiter.
Fazendo essa matéria, passam tantos momentos e tantas histórias na cabeça, um filme. Não dá para resumir tudo em um texto. Foi tudo tão mágico, tão envolvente. Me diverti muito com vocês, muito mesmo. Nunca vou me esquecer de ninguém, cada um fez parte e deixou a sua marca nessa nossa história.
“Bom, acredito que nesses anos que estudei na Olavo, aprendi muito, não só no sentido de estudos, mas principalmente como realmente é a vida, e como as pessoas são. Temos nossas brigas, nossas rivalidades, mas sempre estamos juntos nas horas difíceis para ajudar um ao outro e nos divertir. Por isso, não vou esquecer essa escola e essa turma nunca”, disse Esteban Diego Koch.
Não sei nem o que dizer. Foram tantos e tantos momentos que farão falta, que daria para escrever um livro sobre a nossa história. Unidos nos estudos, um ajudando ao outro, unidos na diversão, unidos nas discussões. Quando brigávamos, não conseguíamos aguentar nem três semanas sem pedir desculpas ao outro, porque sem a amizade de uma pessoa, tudo era diferente.
“Ah, juro que não sei certo, só sei que os meus momentos com todos vão deixar muitas saudades, porque somos muito unidos, e isso é o que mais vai fazer falta, a amizade de todos”, contou Cintia Müller.
Parece que foi ontem que nos conhecemos no nosso primeiro dia de aula, e tudo passou tão rápido. Bem que podíamos começar tudo de novo, não é? Passar todos os momentos bons, e até ruins, tudo novamente. Como seria bom se tivéssemos uma máquina do tempo. Resgatar as risadas, os passeios, os micos.
“Cheguei com medo na 8ª série, principalmente dos enormes cálculos, até porque havia ido mal em matemática na 7ª série. Mas, sei que com a união da nossa turma, um ajudando ao outro, vamos superar todas as nossas dificuldades”, afirmou Stella Oliveira.
Lembram que sempre pensávamos como seria a 8ª série? E agora estamos aí. E tudo é ao contrário. Hoje em dia pensamos como foram bons o jardim, o pré, os anos iniciais. Como é bom ser pequeno, ter a inocência de uma criança, saber aproveitar cada minuto, não se importar se algo deu errado, o que importava é que tínhamos que nos divertir, de qualquer modo. E acho que esse plano sempre deu certo, e ainda está dando, pois quando um está triste, os outros o animam, a turma sempre está de bom astral, às vezes até demais, não é professores? Mas admitam, vocês se contagiavam junto.
Hoje em dia, olhamos para as crianças brincando e se sujando e pensamos “meu Deus, que bebês”. Mas se olharmos bem, agente era muito pior do que isso, e por incrível que pareça, naquela época, adorávamos isso. Infelizmente, hoje em dia, esses momentos foram perdidos, porque se brincarmos de pega-pega ou escorregarmos em um barranco, isso é mico, vamos passar vergonha. Não devia ser assim, todos deviam continuar com seu espírito de criança.
Cada dia era uma nova aventura, cada ano uma nova jornada, e conseguimos, todos juntos, chegar ao fim dessa etapa de nossa vida. Será que isso é bom ou ruim? Pensamos que é ruim, certo? Acabou? Todos vão para o seu lado e esses 10 anos juntos serão passado? Claro que não minha galera. Se Deus nos colocou juntos por 10 anos, é porque com certeza, nós vamos estar juntos para toda a vida. Não quero saber o que vai acontecer, o que sei é que dessa 8ª série, ninguém vai se separar de ninguém. Espero que vocês também pensem assim. E não estou falando de guardar um ao outro apenas no coração e na mente. Isso é inevitável. Mas vamos além. Não vamos deixar que os bons momentos juntos se acabem esse ano, vamos continuar com essa amizade, com essa união, porque vocês são meus eternos amigos, para sempre e eternamente.
Vamos prometer uns aos outros, que faremos desse ano o melhor de todos, aproveitaremos cada minuto juntos, vamos lá oitava, animação e empolgação esse ano, ano que vem e por toda nossa vida. Não importa como, não importa onde, não importa quem, passaremos por cima de tudo para continuar unidos.
“Eu vou sentir muita saudade da nossa turma, que está junta desde o Jardim de Infância até agora. Que esse ano seja o mais feliz de toda a nossa classe, mas torço para que não percamos contato uns com os outros, e que possamos ainda ter muitos momentos felizes”, disse Yanka Luma Uller.
Eu não sei se estou falando coisa com coisa nessa matéria, se isso tem nexo, mas não dá para organizar tudo, é tanta coisa, cada vez me lembro de mais momentos, um melhor do que o outro. O carinho entre essa turma é imenso, embora às vezes não seja isso que pareça. Mas para nós, tudo é motivo de brincadeira.
Lembram da nossa primeira viagem? Para São Francisco? Momentos de anos atrás, que ficarão para sempre. E a nossa última viagem? Para o Vale das Pedras? Nem me lembrem, rimos muito, não preciso explicar porque, não é turma? Pois é, e agora esta longa história está chegando ao fim. Que nada. Não é nem o começo. Quero que aos 70 anos, quando já tivermos netinhos, possamos estar reunidos jogando truco ou jóqueipoul. Bons momentos. E que possamos ter essa matéria guardada, para lembrar dos ótimos momentos que vivemos unidos.
“Poxa, ainda tenho tanta coisa para falar dessa nossa história, de cada um, mas acho que não posso ocupar todo o jornal, então vou parando por aqui. Só quero dizer mais uma vez: vocês foram meus portos seguros, meus diários, meus companheiros, aqueles em que eu pude confiar e contar nas horas mais difíceis. E tenham certeza, qualquer coisa que vocês precisarem, é só dar um berro que estarei do lado de vocês. Não importa se for hoje, se for mês que vem, ou se for daqui a 30 anos, porque a nossa amizade é eterna. Galera, eu amo vocês”, finaliza o jornalista mirim Felipe André Rahn.