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Caramujos Africanos ainda causam danos à população

Moradores reclamam da falta de assistência e de respostas referente ao caso por parte do poder público

28 de setembro de 2016

Um assunto muito abordado em anos anteriores volta a ser notícia nas páginas do JP. A infestação de caramujos africanos nas ruas Anna Achterberg e Carlos Belz ainda pode ser registrada e deixou marcas na saúde de moradores e em suas propriedades.

Na época, vários relatos davam conta que centenas de moluscos circulavam pelos pátios, árvores e em bueiros no bairro Testo Alto. O desequilíbrio aconteceu devido a ausência de predadores naturais do caramujo. 

À época, a Vigilância Sanitária orientou os moradores a recolher com luvas os animais e colocá-los em um ponto de coleta localizado na Rua Carlos Belz, nas proximidades do número 850. O recolhimento era efetuado conforme as solicitações dos moradores. Porém, segundo o morador Leandro Hornburg, que acompanhou nossa equipe até o local, há alguns meses a coleta não era feita. 

A redação cobrou da prefeitura o motivo pelo qual não estava sendo feita a coleta e nos foi repassado que os questionamentos só serão respondidos pela Secretaria de Saúde após uma reunião que acontece na próxima segunda-feira.

A moradora da Rua Anna Achterberg, Eleonora Pein, teve complicações em sua saúde e a suspeita médica foi confirmada após laudo realizado pela Fundação Fiocruz, que confirmou a presença de  larvas do tipo Rabditiformes nos caramujos que em contato com plantas orgânicas podem causar danos a saúde humana. “O laudo foi solicitado para ver se as complicações que tive em minha saúde tinham alguma relação com os caramujos e, infelizmente, foi confirmado”, lamenta a moradora.

Além de problemas com a saúde, os moradores tiveram que realizar reformas e adequações em suas propriedades para inibir a invasão dos caramujos em suas plantas e casas. “Foram muitas as reformas e adequações que tive que realizar em casa para afastar os caramujos  de perto. A maioria das flores e verduras que eu tinha no quintal tive que arrancar para afastar os caramujos daqui de perto”, explica.

Na época, a explicação dada pelo Executivo foi de que o papel da Vigilância Sanitária seria orientar a população. “O papel da Vigilância Sanitária é orientar as pessoas a realizarem a captação manual com a devida proteção, como sacos plásticos ou luvas, para não ter contato direto com o molusco. Se for tomada a seguinte orientação, não haverá risco nenhum aos moradores”.

Encaminhamos alguns questionamentos à assessoria de imprensa da Prefeitura Municipal de Pomerode e recebemos a seguinte resposta através de e-mail. “A Secretaria de Saúde e demais órgãos envolvidos no assunto só irão se manifestar na segunda-feira, pois para esse dia está agendada uma reunião para tratar sobre o assunto. Após isso irão responder seu questionamento”.

Na próxima semana publicaremos as medidas e ações que serão apresentadas pela Prefeitura agora que foi confirmada a presença de larvas prejudiciais à saúde nos caramujos, visto que no verão sua proliferação aumenta e pode colocar em risco a saúde de mais moradores. 

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