Calor aumenta risco de picadas de serpentes
Os casos mais comuns envolvem os grupos de jararacas, cruzeiras e jararacuçus. Apesar de o habitat das cobras ser as matas, elas podem ser encontradas em ambientes urbanos, por isso é necessário ter cuidado e manter as proximidades limpas e organizadas.
Com a proximidade do verão, aumenta o calor e, com ele, o risco de contato de seres humanos com as serpentes (cobras), o que acontece pela maior presença de pessoas no habitat das cobras e o surgimento de maior número de cobras em busca de comida e de parceiro sexual, o que já começa a acontecer na primavera.
No entanto, apesar do habitat das cobras ser as matas, elas podem ser encontradas em ambientes urbanos, principalmente em pilhas de madeira, tijolos, lixo/entulho, uma vez que servem como esconderijo e, também, fonte de alimento. “As cobras são itinerantes. Hoje pode não haver nenhuma em seu terreno, mas amanhã, sim.
Por isso, também é bastante importante manter a área e proximidades à sua residência limpas e organizadas”, explica o comandante do Corpo de Bombeiros Voluntários de Pomerode, Carlos Hein.
Características
A maioria das cobras venenosas possui fosseta loreal (orifício entre o olho e a narina, que funciona como receptor do calor), pele com aspecto rugoso (a não venenosa possui pele lisa e brilhosa) e cabeça com formato triangular. Outro detalhe: as cobras venenosas possuem maior atividade à tarde e à noite, quando estão à caça de roedores. Mas na natureza, toda regra tem exceção: as corais verdadeiras possuem a pele lisa, brilhosa, não possuem fosseta loreal e, embora de comportamento bastante tranquilo, são extremamente venenosas.
O comandante ressalta, ainda, que de todas as espécies de cobras e serpentes já conhecidas no mundo, apenas 10% oferecem risco aos seres humanos, seja por possuírem peçonha/veneno ou por características como esmagamento.
Prevenção
Andar de botas ou perneiras, atenção ao colher frutas, atenção redobrada nos locais de mata, campo e brejo, manter predadores naturais, atenção ao mexer em materiais empilhados, usar luvas em colheitas e jardinagem, ficar alerta próximo a rios e lagoas, maior atenção à noite, são medidas de precaução fundamentais para que se evitem acidentes com ofídios.
Em caso de acidente, você deve acalmar o acidentado, mantê-lo em repouso e, se possível, fazer registro fotográfico da cobra causadora do acidente, para que seja feito o tratamento adequado. “Se for inevitável o acidente, não tente nenhum método caseiro, acione o Corpo de Bombeiros. E, caso não seja possível fotografar a cobra, procure observar as características do animal que lhe atacou, além de procurar atendimento médico especializado”, frisa Hein.
É importante ressaltar que somente o soro cura a picada de cobra. O soro não é vendido. Ele só pode ser aplicado em hospitais.
Como proceder ao encontrar uma cobra
Caso se depare com uma cobra dentro de sua residência ou próximo a ela, a recomendação é manter-se afastado, bem como afastar animais de estimação. “Bichos de estimação também correm risco de ser picados, além de que deixam a cobra mais agitada devido à curiosidade que possuem”, explica o comandante.
O Corpo de Bombeiros Voluntários de Pomerode, assim como outras unidades, faz a captura da cobra se ela estiver em locais que ofereçam risco, como dentro ou próximo às residências, próximo a creches, escolas, hospitais, entre outras áreas de grande circulação de pessoas. “Capturamos a cobra e ela é devolvida à natureza, em locais afastados de áreas urbanas”, revela.
Já a orientação para casos em que a cobras estiver no jardim, próximas a áreas de mata, sem oferecer risco, a orientação é se afastar e deixar a cobra seguir o seu caminho. “Quando há o acionamento para este tipo de ocorrências, buscamos todas essas informações para saber como atuar. E, ainda, se for possível, pedimos para que seja observada a cor da cobra, o tamanho aproximado, ou alguma característica que possamos usar para distinguir de peçonhenta ou não”, finaliza.