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Brasileira assume Presidência do Conselho de Segurança da ONU

O Brasil assumiu na terça-feira (01/02) a Presidência do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU). O mandato é de um mês. O comando é rotativo para que todos os 15 integrantes do órgão assumam a função. Uma das principais reivindicações do governo brasileiro durante anos é ter…

4 de fevereiro de 2011

O Brasil assumiu na terça-feira (01/02) a Presidência do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU). O mandato é de um mês. O comando é rotativo para que todos os 15 integrantes do órgão assumam a função.
Uma das principais reivindicações do governo brasileiro durante anos é ter direito de forma permanente a um assento no conselho. Para que isso ocorra, o país defende a reforma da atual estrutura. O Brasil ocupa uma das vagas rotativas.
A representante do Brasil na ONU é a embaixadora Maria Luiza Ribeiro Viotti. Para o governo brasileiro, em fevereiro será preciso observar com atenção os episódios de tensão em várias partes do mundo – do Kosovo ao Congo, na Guiné-Bissau, assim como no Egito.
No próximo dia 11, a Presidência do Brasil no Conselho de Segurança vai promover um debate sobre as questões de paz, segurança e desenvolvimento.
A previsão é que o ministro das Relações Exteriores, Antônio Patriota, participe das discussões.
O Conselho de Segurança das Nações Unidas foi criado em 1945, após a Segunda Guerra Mundial (1939-1945). Pela estrutura do órgão, cinco países ocupam assentos permanentes e dez assumem as cadeiras de forma rotativa – por dois anos.
Há uma série de propostas em discussão. Uma delas sugere que, entre os integrantes permanentes, sejam incluídos mais dois países da Ásia, um da América Latina, outro do Leste Europeu e um da África.
Pela atual estrutura, ocupam vagas permanentes no conselho os Estados Unidos, a Rússia, China, França e o Reino Unido. São integrantes provisórios o Brasil, a Turquia, Bósnia Herzegovina, o Gabão, a Nigéria, Áustria, o Japão, México, Líbano e Uganda.
Os conflitos e crises políticas são analisados pelo conselho, que define sobre o envio e a permanência de militares das missões de paz.
É o Conselho de Segurança das Nações Unidas que autoriza a intervenção militar em um dos 192 países-membros da organização e também que estabelece sanções – como ocorreu ao Irã, em junho de 2010.
No ano passado, apenas o Brasil e a Turquia, que são membros não permanentes do Conselho de Segurança das Nações Unidas, votaram contra as sanções ao Irã.
O Líbano se absteve da votação. No entanto, os outros 12 países foram favoráveis às restrições.
No entendimento de parte da comunidade internacional, o programa nuclear do Irã é suspeito de produção secreta de armas atômicas. Os iranianos negam.

Saiba mais
Maria Luiza Ribeiro Viotti é a representante permanente do Brasil junto às Nações Unidas, desde 16 de julho de 2007. Viotti tem um grau de bacharel em economia da Universidade de Brasília, que recebeu em 1979, também fez um curso de pós-graduação na mesma matéria, que concluiu em 1981, pela mesma universidade. Estudou no Instituto Rio Branco, e na academia diplomática brasileira.
Viotti se juntou ao Serviço Exterior Brasileiro em 1976, ocupando vários cargos dentro do Ministério das Relações Exteriores, incluindo: Diretora-Geral de Assuntos Internacionais; Diretora-Geral do Departamento de Direitos Humanos e Assuntos Sociais; Secretária-geral da América do Sul; Coordenador Executivo do gabinete do ministro das Relações Exteriores.
Foi nomeada Representante Permanente do Brasil junto às Nações Unidas pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva em cinco de janeiro de 2007, assumindo em 25 de julho de 2007.
 

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