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Brasil e o ranking da prosperidade

No relatório apresentado, problemas educacionais e de segurança pública impedem que o país se destaque e cresça melhor.

29 de outubro de 2010

A qualidade da educação e a percepção de debilidade institucional foram os principais impecilhos brasileiros na sua colocação em um ranking internacional de prosperidade, elaborado pelo Instituto Legatum, que promove o desenvolvimento sustentável. São analisados na pesquisa, além do crescimento econômico, o bem estar da população e a longo prazo a felicidade dos cidadãos.

Em 2010, o Brasil permaneceu na posição de número 45, repetindo o ano passado. O relatório avalia 110 países e territórios analisados (108 nações mais os territórios de Taiwan e Hong Kong).

O cálculo condensa informações em oito subíndices: economia, empreendedorismo, governança, saúde, educação, segurança, liberdade e capital social. O Brasil aparece como país ?mediano? na maioria deles, à exceção do índice de liberdade, onde está no terço superior do grupo de 110 países. Nas áreas de segurança o país fica na posição 76, em educação, 75, e governança, 60.

Os dados mostraram que apenas dois em cada cinco brasileiros se sentem seguros ao caminhar para casa, colocando o país no número 96 entre os 110 países pesquisados, e mesmo na questão da violência política a colocação brasileira é a 90ª.

Já na parte do ensino, o relatório apresentou uma insatisfação pública no sistema educacional, percebendo nele baixa qualidade e escasso de ofertas. A percepção de governança no país permanece ?medíocre? e a confiança nas instituições democráticas, ?baixa?, nas palavras do relatório. Os níveis de confiança da sociedade em seus próprios cidadãos é uma das mais baixas entre os países analisados.

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