Bola na rede no Projeto Molequinho
Vestir a camisa de três a quatro vezes por semana para participar dos treinos do Projeto Molequinho.
Vestir a camisa de três a quatro vezes por semana para participar dos treinos do Projeto Molequinho. Esta é a rotina de cerca de 130 alunos, entre meninos e meninas, envolvidos nos preparos físicos da modalidade de futebol de campo. Com uma trajetória de 16 anos, as atividades envolvem crianças a partir dos oito anos de idade, até a categoria sub-17.
O Projeto foi criado em 1993, na E.B.M. Almirante Barroso, sob a coordenação do professor Luiz Carlos Xavier, popular Lula, que ainda está à frente do mesmo. Cada vez mais se consolidando, passou a atrair o interesse também do naipe feminino e os treinos foram transferidos para o Clube 25 de Julho. “Adaptamos e organizamos as atividades de acordo com o compromisso dos estudantes e, aos poucos, houve uma consolidação. Temos o apoio dos pais, comunidade, empresas locais, Fundação de Eventos, Esportes e Lazer (Funpeel) e Clube 25 de Julho”, afirma o professor Lula.
“É um trabalho árduo. Trazemos resultados e conquistas e isso não é à toa. Todo esse preparo é muito vitorioso, pois fez com que Pomerode ficasse respeitado em Santa Catarina. O Projeto envolve todo um conjunto e o que nunca falta é a garra. Para vencer, é necessário esse comprometimento. Os atletas vêm aos treinos com chuva, sol, em meio à lama, frio, bem cedo. Eles literalmente vestem a camisa”, considera o professor Lula.
A questão da responsabilidade, autoestima e saúde também são trabalhadas. “Ganhar e perder faz parte da vida. Mas se o aluno conquista um título é porque o mérito é dele. É importante destacar que este é um trabalho escolar. É muito prazeroso. O aluno precisa gostar de estar aqui, em campo. Cobro de acordo com as possibilidades e limitações de cada um. A saúde pode ser ressaltada nesse contexto. Com isso, também temos o direcionamento para a qualidade de vida”, destaca o professor Lula.
A Escola Almirante Barroso já conquistou 18 títulos municipais no Moleque Bom de Bola, sendo dez do naipe masculino e oito do feminino. As meninas também já alcançaram seis títulos regionais e os meninos já chegaram à final de várias fases regionais, mas ainda não disputaram a etapa estadual.