Bebê é encontrado em lixeira de supermercado em Joinville
Na tarde de quarta-feira, 19/04, uma zeladora do supermercado Angeloni, da Rua João Colin, zona Norte de Joinville, realizava um serviço de limpeza no banheiro feminino, enquanto recolhia a sacola de uma das lixeiras, encontrou um bebê em meio aos papéis sujos. Era uma menina com período máximo de vida…
Na tarde de quarta-feira, 19/04, uma zeladora do supermercado Angeloni, da Rua João Colin, zona Norte de Joinville, realizava um serviço de limpeza no banheiro feminino, enquanto recolhia a sacola de uma das lixeiras, encontrou um bebê em meio aos papéis sujos. Era uma menina com período máximo de vida de 12 horas, medindo aproximadamente 50 centímetros. Usava uma fralda descartável e estava enrolada em outra fralda de tecido.
Mesmo com o susto a funcionária tentou socorrer a criança e pediu para que algum colega chamasse a emergência. A funcionária afirmou que parecia uma brincadeira de mau gosto: ninguém conseguia acreditar que um nenê havia sido abandonado dentro do banheiro. Instantes mais tarde, Bombeiros e uma equipe do Samu chegaram ao local. Infelizmente ao primeiro contato os socorristas confirmara que a criança já estava morta.
O corpo havia sido deixado na lixeira que fica embaixo da pia, e como o cesto é encoberto por uma cuba de mármore, os clientes do supermercado não tinham como enxergar a criança sem se abaixar. Momentos depois o banheiro foi interditado como cena de um crime. Investigadores da Polícia Civil e especialistas do Instituto Geral de Perícias analisaram o local em busca de pistas. Mas não encontraram indícios aparentes que pudessem apontar o paradeiro do responsável pela criança.
A movimentação de peritos e policiais nos arredores do banheiro causou tumulto entre clientes e alguns trabalhadores, que pararam tudo à espera de notícias. O supermercado voltou a normalidade somente quando a perícia recolheu amostras e deixou o local. O banheiro foi liberado minutos depois. Funcionários do supermercado foram orientados a não falarem com a imprensa sobre o caso.
As investigações continuam, e as atenções estão voltadas para as imagens do circuito interno do supermercado, que tem câmeras posicionadas na praça de alimentação que registram o movimento em frente às portas dos banheiros.
O delegado responsável pelo caso, Luis Felipe Fuentes, afirma que acha muito provável que tenha sido a própria mãe a ter deixado a criança lá. “Pode ter sido um momento de desespero, talvez por pressão da família. Mas essa confirmação ainda depende da análise das imagens” afirma.
Outra preocupação é descobrir a causa da morte do bebê. Somente a análise do Instituto Médico Legal (IML), vai revelar se o neném foi vítima de agressão ou se a morte foi natural, a suspeita é de asfixia. “O laudo vai apontar se é um caso de infanticídio ou somente uma situação de abandono de cadáver”, explica Fuentes.