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Avaliação dos árbitros será em dezembro

No dia 1º de dezembro, será realizado em Itajaí, na pista sintética da Fundação Municipal de Esportes, a avaliação anual dos árbitros de futebol.

20 de outubro de 2007

No dia 1º de dezembro, será realizado em Itajaí, na pista sintética da Fundação Municipal de Esportes, a avaliação anual dos árbitros de futebol. A Comissão de Arbitragem da Federação Catarinense de Futebol confirmou para esta data os testes que definirão o quadro de arbitragem para 2008. Os testes realizados visam avaliar as condições físicas e teóricas dos juizes em geral.


Um exame teórico da CBF realizado em agosto reprovou quase um quarto dos árbitros. Dos 416 que fizeram o teste, 36 (8,6% do total), foram reprovados por tirarem nota abaixo de 5,0 e estão na geladeira. Outros 60 (14,4%) foram afastados por ficarem com média entre 5 e 5,5 pontos. Caso consigam nota 7,0 na próxima avaliação, poderão voltar a trabalhar. Nosso Estado obteve a melhor média da prova, seguido por São Paulo e Goiás. Os resultados não são nada satisfatórios e a CBF confirma que os reprovados não atuarão mais este ano, por desconhecerem as regras em geral.


A arbitragem no âmbito geral, não está boa. Não é uma problemática que atinge somente Santa Catarina, mas o próprio país. Repercussões de más arbitragens, fraudes e escândalos, estão sendo cada vez mais presentes dentro do futebol. O apito não tem agradado a dirigentes, jogadores e ao público, este com certeza o mais exigente e manifestante. Só que, realmente está difícil de tolerar os erros primários, as interpretações equivocadas, árbitros cedendo as pressões da torcida ou de cartolas. Quando isso vai acabar?


É preciso profissionalismo dentro da arbitragem, para que esta função não se torne um simples “free lancer”. O cidadão vai arbitrar uma partida simplesmente pelo ganho extra que vai lhe render. Basta isso, é preciso treinamento, estudo, para que o cidadão que será o responsável pelo espetáculo esteja preparado. Acompanhamento das regras, debates sobre como é a melhor forma de interpretar um lance. O próprio condicionamento físico precisa estar apto a acompanhar o ritmo do jogo, para evitar as marcações das infrações atrasadas e equivocadas.


Esta polêmica ganha tona devido a paixão do torcedor que está cansado de ver seu time prejudicado. Que nestas avaliações anuais, haja bom senso e critérios para definir quem realmente tem condições de apitar no futebol profissional e também no amador. É preciso responsabilidade e caráter, frente ao esporte que move multidões aos estádios.

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