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Auditoria no Frigorífico Peccin termina nesta quarta-feira (22) em Jaraguá do Sul

Três auditores e um técnico de inspeção do Mapa (Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento) devem finalizar hoje (22) a auditoria na filial da Peccin Agro Industrial, localizada no bairro Santa Luzia, em Jaraguá do Sul. A inspeção está sendo realizada para verificar se há irregularidades na fabricação de embutidos – como salsichas, presuntos e linguiças. O trabalho começou na segunda-feira (20), três dias após ser deflagrada a Operação Carne Fraca.

22 de março de 2017

Três auditores e um técnico de inspeção do Mapa (Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento) devem finalizar hoje (22) a auditoria na filial da Peccin Agro Industrial, localizada no bairro Santa Luzia, em Jaraguá do Sul. A inspeção está sendo realizada para verificar se há irregularidades na fabricação de embutidos – como salsichas, presuntos e linguiças. O trabalho começou na segunda-feira (20), três dias após ser deflagrada a Operação Carne Fraca.

Segundo o superintendente do Mapa em Santa Catarina, Jacir Massi, os auditores estão coletando amostras de materiais, produtos e insumos (ingredientes que entram nas formulações). “Esta é uma auditoria normal quando ocorre uma denúncia desta natureza. É um procedimento padrão do Ministério da Agricultura”, comenta o superintendente.

As amostras microbiológicas coletadas serão enviadas para o Laboratório Nacional Agropecuário em Porto Alegre e as amostra físico-químicas para um laboratório em Florianópolis. Ainda não há previsão para os resultados das análises.

“As denúncias geraram um inquérito na Polícia Federal (a Operação Carne Fraca). Uma decisão da Justiça determinou que o Mapa investigue os frigoríficos e aponte alguma ilegalidade ou procedimento fora do padrão de qualidade. A determinação é que se aplique os procedimentos de verificação do Ministério da Agricultura”, comenta Massi.

Todo o processo de fabricação, da matéria prima até a embalagem dos produtos foi analisado pelos auditores. Apenas após as análises é que poderão ser confirmadas as denúncias de uso de produtos de origem duvidosa e ácido ascórbico, sustância para alterar a aparência dos produtos, além do permitido.

Polícia Federal recolheu amostras e documentos 

A Polícia Federal também recolheu amostras para análise na sexta-feira (17). “Peritos recolheram carne congelada para ser periciada na Superintendência da Polícia Federal em Curitiba, onde estão sendo concentradas as investigações”, explica o chefe da Delegacia da Polícia Federal em Joinville Alexandre de Andrade.

Além das amostras os policiais federais também recolheram HDs e documentos, procedimento usual da Polícia Federal. A intenção é buscar provas para crimes investigados pela Operação Carne Fraca, como lavagem de dinheiro, falsificação ou adulteração de produtos alimentícios.

De acordo com o chefe da Delegacia da PF em Joinville, dez agentes participaram do cumprimento do mandado de busca e apreensão. Normélio Peccin Filho, um dos sócios do frigorífico, foi preso durante a operação em Jaraguá do Sul. Ele foi encaminhado para o Presídio Regional de Joinville e ainda aguarda transferência para a carceragem da Superintendência da Polícia Federal em Curitiba. Ainda de acordo com Andrade, Peccin deve ser levado para a capital paranaense nos próximos dias.

 

Fonte: OCP Online

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