Assistente Social: presença no setor público e privado
O Assistente Social é um profissional que tem como objetivo amparar pessoas que, de alguma forma, não tem total acesso à cidadania, ajudando-os a resolver problemas ligados a garantia dos direitos. É uma profissão de cunho assistencial, ou seja, voltada para a promoção do bem-estar físico, psicológico e social.
O Assistente Social é um profissional que tem como objetivo amparar pessoas que, de alguma forma, não tem total acesso à cidadania, ajudando-os a resolver problemas ligados a garantia dos direitos. É uma profissão de cunho assistencial, ou seja, voltada para a promoção do bem-estar físico, psicológico e social.
Em Pomerode, há assistente social na Secretaria de Cidadania e Desenvolvimento Social e, talvez desconhecido para muitos, também no Poder Judiciário.
Esther Cláudia Siebert Zipf é Assistente Social do Tribunal de Justiça de SC, na Comarca de Pomerode, e explica um pouco sobre o seu trabalho. O Assistente Social é um profissional indispensável para o trabalho da Justiça. Ele integra a equipe interprofissional que assessora o Juiz, fornecendo subsídios para fundamentar a decisão judicial nas situações de adoção, definição de guarda, regulamentação de visitas, perda e suspensão do poder familiar, violência doméstica contra crianças, adolescentes, mulheres e idosos, entre outras. Este profissional desenvolve ainda trabalhos de orientação, aconselhamento, prevenção e encaminhamento aos usuários da Justiça e comunidade em geral, tendo o compromisso com a defesa e garantia de direitos, explica.
O principal objetivo da função é auxiliar a Justiça. Acredito que seja conhecer a realidade pessoal, familiar, profissional e habitacional vivenciada pelas pessoas envolvidas em um processo judicial, geralmente um conflito, e, a partir de uma análise crítica, fazer considerações e sugestões para o Magistrado poder julgar a causa com mais clareza e justiça, conta.
Os casos chegam a conhecimento do Assistente Social através dos processos judiciais. O caso chega ao setor de Serviço Social através de um processo judicial onde existe uma determinação para realizar estudo social. A partir de então, o Assistente Social busca fazer suas intervenções através de entrevistas, visitas domiciliares, contatos com a rede de serviços e familiares para elaborar o relatório com seu parecer ao final, explica.
Dificuldades são encontradas em todos os lugares, mas Pomerode ainda vive uma realidade diferente da de grandes municípios. Inicialmente, é importante mencionar que as dificuldades se dão de forma diferenciada nas diversas Comarcas do estado. Nas grandes Comarcas, vejo que a principal dificuldade é o volume de trabalho. São muitos processos para poucos profissionais. Aqui em Pomerode, apesar de ter apenas um profissional de Serviço Social no Fórum e este ter que atender tanto os casos da infância e juventude, como da família, cível e criminal, ainda é possível cumprir os prazos exigidos. Uma dificuldade aqui, ao meu ver, é o fato de não ter o profissional da Psicologia integrado na equipe que auxilia o Juiz, pois a questão emocional das pessoas é um fator importantíssimo para também ser considerado nas decisões judiciais. No momento, os profissionais da prefeitura ou voluntários oferecem este apoio quando necessário, mas a legislação prevê a participação do psicólogo na equipe interprofissional do Juiz, reitera.
Mesmo assim, sabendo das ocorrências municipais, dificuldades e carências, separar as questões sociais da sua vida pessoal é necessário. O Assistente Social defronta-se cotidianamente com as mais variadas expressões da questão social, desde a violência contra crianças, adolescentes, mulheres, idosos até a pobreza, desemprego, falta de acesso à saúde, educação e habitação, enfim, o dia a dia não é simples. Sendo assim, separar a vida profissional da pessoal é necessário para a saúde mental do profissional. Trabalho na área há 20 anos e o meu equilíbrio vem da minha família e amigos. Considero também importante ter atividades de lazer, praticar exercícios físicos e ter contato com a natureza, afirma.
Apesar da convivência com diversas realidades, o retorno positivo acontece quando uma família é auxiliada. É uma realização profissional. Bom, primeiro lugar, acredito que o meu trabalho é fazer com que a própria família busque a melhoria de vida através de oportunidades que colocamos a ela. O desejo de mudança deve partir da pessoa. É claro que, por vezes, esta pessoa está tão alheia a tudo ou vivendo em uma situação de tamanha opressão e desigualdade social, que é necessário, antes de mais nada, buscar junto com ela ou por ela, a garantia de seus direitos. Mas, sem dúvida, a grande realização do profissional é ver a pessoa ou a família, após o nosso trabalho, sair mais fortalecida, autônoma e em condições de lutar por sua felicidade e bem estar, completa.
E para ser assistente social, é preciso o que? Além de todo o conhecimento teórico e técnico necessários, penso que a habilidade de escuta precisa ser bem apurada, pois é a partir da fala do sujeito, dos seus sentimentos e desejos que ocorre o planejamento das intervenções. A realidade atual também exige do profissional que ele seja criativo, propositivo e integrado com os serviços do município, esclarece.
Para finalizar, Esther enaltece que o profissional está presente em vários setores e a valorização ainda é algo a ser discutido. Gostaria de ressaltar que o Assistente Social, hoje em dia, está presente em diversos setores públicos e privados, como por exemplo, secretarias de saúde, educação, habitação, assistência social, no judiciário, ministério público, nas indústrias, universidades e ONGs. Enfim, não se tem mais dúvida de sua importância e contribuição. Portanto, está mais do que na hora de o Assistente Social ser verdadeiramente valorizado com a oferta de salários dignos e condições de trabalho adequadas, finaliza.