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As palavras mágicas

E.B.M. Olavo Bilac

25 de outubro de 2008

E.B.M. Olavo Bilac



“Poder, força e coragem são três palavras fundamentais para quem quer estar e para quem está no fantástico mundo do Rodeio Country”, resumem as alunas Franciele e Susan, 7a C.


POMERODE – O Rodeio Country tem diferentes modalidades, entre elas montaria em touros. Ela exige do cowboy muito preparo físico e mental. Na montaria em touros é usada a corda americana com um tipo de cola especial. O atleta tem que usar luvas de couro na mão que segura a corda, e colete e capacete de segurança. A montaria em touros exige coragem, equilíbrio, flexibilidade, coordenação. O atleta só pode usar uma das mãos para manter-se em cima do animal e só é avaliado se ultrapassar oito segundos exigidos.


“O dono dos touros é conhecido como tropeiro e é responsável pela seleção dos animais de pulo, bem como o sorteio de cada touro para o seu respectivo competidor. Antes de cada rodeio, os animais passam pelo exame de brucelose e tuberculose. É obrigatória a presença de um veterinário responsável no local dos rodeios. Ele avalia os animais durante o evento para evitar qualquer abuso para machucar os touros”, diz o tropeiro Ademar Marquardt, mais conhecido como Maluzinho.


O competidor Péricles Pitencur (Paraná) relata que é indescritível a sensação de sentar-se num touro de aproximadamente oitocentos a mil quilos e desafiar os próprios limites da força humana contra a fúria e força dos touros indomáveis. São oito segundos que podem ser a glória ou muitas vezes o preço muito caro pelo desafio que pode até custar a própria integridade física e até a vida.


O tropeiro Maluzinho torce para que seus animais derrubem os peões antes dos oito minutos, porém nunca torce para que alguém saia machucado da arena. Atualmente o tropeiro Maluzinho conta com quatorze touros, entre eles se destacam os touros Lobisomem e Balão Mágico.


A prova dos três tambores é conhecida e realizada somente por mulheres. As competidoras têm a tarefa de contornar os três tambores numa seqüência estabelecida e voltar em disparada ao local de onde saiu, no menor tempo possível. “No começo o medo parece ser maior do que a vontade, porém aos poucos a pessoa vai adquirindo confiança para começar a trotar e galopar em baixa velocidade, podendo assim evoluir gradativamente”, explica Halehina Caroline Franzner, competidora dos três tambores.

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