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Toque de recolher ou de acolher?

1 de junho de 2015

Senhores que compõem o Legislativo e membros da comunidade, para quem será necessário o toque de acolher?
Atualmente pais cansados de seu exaustivo dia de trabalho chegam em casa e querem seu merecido descanso em frente a televisão ou outro entretenimento. Quando estes não adiam a chegada a seus lares parando em bares ou casa de amigos ou vizinhos, deixando seus filhos, muitas vezes não é um, mas sim, dois, três ou mais a mercê da falta de atenção, cuidado, carinho e o mais importante – a educação.
Ouço bastante: não sei mais o que fazer com meu filho, ele não me obedece, acho que ele deve ir para a creche, precisa de convívio com outras crianças, necessita aprender regras, passando assim a educação para as professoras da creche, as quais com muito esforço conseguem suprir as necessidades das crianças quando estão na instituição.
Mas há quem diga que nós estamos ganhando pago para tais obrigações e eu afirmo que nós estamos ganhando realmente pago para ensinar e auxiliar na educação das crianças, mas não para nos cobrar que a função de educar é totalmente das professoras, mas sim dos pais nos seus respectivos lares.
Precisamos ensinar aos pais que não é simplesmente colocar uma criança no mundo, que isso implica em uma série de ações na criação de um filho. Desde ensinamentos de valores, cuidados, hábitos de higiene, respeito para com o próximo, carinho, atenção, acompanhamento escolar, imposição de autoridade dos pais (autoridade não quer dizer autoritarismo), e entre outros, para que assim estes pequenos seres humanos possam se tornar conscientes de seus direitos e deveres.
Tenho como sugestão um tanto utópica a realização de palestras em empresas, comércios, praças (Pomerode em Ação), teatro, postos de saúde, associações de bairro, igreja, entre outros seguimentos, com referentes temas “COMO EDUCAR SEUS FILHOS DESDE A MAIS TENRA IDADE”, entre outros que possam favorecer o bem estar futuro de todos em nossa cidade.
Ao participar destas palestras, tanto os pais e filhos, as quais em um grau de entendimento adequado a estes, terão expedidos certificados para ambos e estes, por sua vez, servirão no futuro de beneficio para que aquelas crianças e pais devam fazer constar a sua participação em seu currículo profissional, pois as empresas que já estão cientes desta capacitação/orientação oferecida pela municipalidade e associações/entidades irão procurar inserir este item como requisito obrigatório (a critério de responsabilidade social da empresa) para contração de pessoal.
Já para munícipes mais recentes em nosso município, devem requerer que haja palestras em algum órgão da cidade para a sua participação, sobre temas que no decorrer dos anos perceba-se que seja importante, beneficiando este indivíduo a ter a mesma oportunidade que os demais.
Poderá parecer para as empresas uma perda de tempo beneficiar os funcionários a participarem destas palestras, mas as mesmas estarão propiciando a capacitação para um futuro promissor, com pessoas mais conscientes de ética, respeito, responsabilidade de seus atos, entre outros benefícios que serão importantes para empresários, bem como, para o bem estar do município.
Também devemos trabalhar mais efetivamente na orientação do crescimento familiar (natalidade), pois se educar um filho já é difícil, imagina mais de um; e para isto necessitamos apenas sermos eficazes na campanha, pois o governo já disponibiliza todos os recursos preventivos para toda a população de forma gratuita.
Termino este texto um tanto utópico pensando que devemos acolher as famílias, para que estas possam educar suas crianças e jovens com mais responsabilidade. Pois, caso contrário, cada vez mais a responsabilidade será dos CEIM’s, escolas, depois ainda do conselho tutelar e das polícias (civil e militar), e quando estes paliativos não resolverem mais a culpa dos maus elementos será do Município, do Estado e do País, que por sua vez, não ofereceu educação de qualidade as pessoas menos favorecidas.
E quem são os menos favorecidos?

Centro De Educação Infantil
Municipal Rosa Borck – (Extensão).
Professora:
Jussara Kleinschmidt Borchardt

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