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O voto é a manifestação da pessoa em relação ao espaço público e à coisa pública (res publica) que é o espaço principal em que acontece a convivência social. O voto é um dos principais mecanismos que temos, embora não o único, para influirmos na forma da sociedade em que todos nós vivemos.

1 de junho de 2015

A importância do voto
O voto é a manifestação da pessoa em relação ao espaço público e à coisa pública (res publica) que é o espaço principal em que acontece a convivência social. O voto é um dos principais mecanismos que temos, embora não o único, para influirmos na forma da sociedade em que todos nós vivemos.
Em outras palavras, se queremos uma sociedade mais justa, mais segura, mais livre – levando em conta o que entendemos por justiça, segurança e liberdade e o que estamos dispostos a sacrificar por estes valores – temos no voto um instrumento para alcançarmos tal sociedade.
O voto também é uma forma de responsabilizar as pessoas que estão em cargos políticos por seus atos, é o julgamento do eleitor quanto à competência e conveniência de sua gestão, e do formato que sua gestão da ao espaço público.
Ao mesmo tempo, o voto é um importante mecanismo de controle do poder. Ao saber que periodicamente serão submetidos ao julgamento popular, os políticos são inibidos, mesmo que timidamente, de abusar dos poderes que possuem.
Quanto ao voto para prefeito, o eleitor precisa ter em mente que o prefeito é um político, mas também é um gestor, simplesmente boas intenções não fazem um bom prefeito. É preciso ter competência para transformar estas intenções em obras e políticas públicas que atendam à população.
Quanto ao voto para vereador, além da competência para legislar e fiscalizar, inclui-se também a facilidade de acesso. De nada serve um vereador distante, que não nos ouve ou que, se nos ouve, não nos leva à serio.
Vivemos no mundo real, com trabalho, transporte, contas a pagar e muitos… muitos problemas. Não no mundo das promessas. Por isso, antes de votar precisamos pensar que mundo que queremos, quais os problemas que devem ser resolvidos primeiro, quais as soluções possíveis e, só então, qual candidato esta mais de acordo com nossas ideias e, após isso, se ele é sincero e competente.
Em tempos em que os candidatos nos são oferecidos como se fossem uma marca de sabão em pó e em que as promessas ultrapassam, em muito, o que seria plausível, cabe observar primeiramente a história e os atos dos candidatos. De nada vale a promessa de um governo “social”, de um candidato que nunca teve participação ativa na sociedade, que nunca colaborou para a melhoria de seu município ou que, no passado, tenha exercido um cargo político ignorando os anseios da população.
por Wilson Lobe Junior
Mestre em Sociologia Política

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