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Muito se fala em investimentos na educação, na aquisição de tecnologias e desenvolvimento de novas práticas pedagógicas.

1 de junho de 2015

Foco deve estar no crescimento
Muito se fala em investimentos na educação, na aquisição de tecnologias e desenvolvimento de novas práticas pedagógicas. Mas o que na maioria das vezes acontece é que tais investimentos são aplicados na ordem decrescente dos processos da alfabetização, seja ela no processo de conhecer as letras, ou no desenvolvimento científico.
Primeiro se pensa em desenvolvimento da pesquisa na universidade, o desenvolvimento e fomento de pós-graduação, depois vêm os recursos à iniciação científica universitária. Elemento em que, enquanto se dedicam a um curso de graduação, os alunos são estimulados a produzir ciência, isso já prevendo o ingresso destes nas pós-graduações.
Antes de seguir em frente, ou melhor, reduzir o grau de instrução dos beneficiados com o ensino de qualidade, vem a formação tecnológica, os investimentos e criação de cursos rápidos, que visam suprir a demanda dos mercados regionais. Numa formação breve, mas nem sempre eficiente.
Os recursos que migram para a educação básica (até a conclusão do ensino médio) muitas vezes são voltados à aquisição de tecnologias, mas nem sempre efetivadas na atualização e preparação dos professores para utilizá-las em sala de aula. A integração da tecnologia na vida escolar pede uma reestruturação da sala de aula e o preparo dos educadores diante de uma classe que já nasce com as novidades tecnológicas incluídas no dia-a-dia.
A educação infantil, diante de todos esses pontos, acaba menosprezada perante às repartições das verbas federais e estaduais, porque no que se pensa são em soluções imediatas e não na formação do cidadão.
Recentemente o Governo Federal anunciou um novo programa, denominado Brasil Carinhoso e visa principalmente o assistir famílias com crianças de até seis anos de idade, e também visa a construção de novas creches em todo país.
É um sistema por onde se visa primeiramente a redução da pobreza da criança, e depois a inserção dela na vida escolar. Tendo em vista que esse programa, aliado ao já conhecido Bolsa Família, requer que crianças estejam dentro da sala de aula para os pais receberem o benefício.
Visar e estabelecer parâmetros para a educação infantil faz com que o Brasil desses pequenos, que será daqui a não muito tempo, venha com uma visão diferente do que é estar em um ambiente escolar. É na infância que a criança começa a traçar o seu destino. Uma vez que é nessa idade que ela começa a descobrir, conhecer e se identificar com aquilo que a faz bem.
Se na nossa família, desde que nascem sempre estamos estimulando as crianças a novas experiências, despertar a curiosidade dela para buscar e aprender sobre as coisas, assim também esperamos que seja nas creches que as deixamos, esperamos que as “tias” também tenham essa intenção desbravadora com nossos pequenos.
Mas como é possível desenvolver esse lado crítico da criança, e da professora também, se não lhes é oferecido um local seguro, limpo, arejado e higienizado para conviverem, às vezes, mais de dez horas por dia?
Sabendo que é nessa fase em que se inicia a formação de uma criança, porque já não começar do jeito certo para que ela, ao mais tarde quando estiver no outro papel proletário da sociedade, saiba dar valor ao que lhes foi repassado em todos esses anos de aprendizado nos brinquedos, bancos, livros e computadores escolares.
Em Santa Catarina, a educação até a conclusão do ensino fundamental, é de responsabilidade do governo municipal. E os recursos são destinados conforme os planos das prefeituras.
Em Pomerode, não só o Executivo atua na educação, como também a comunidade das escolas estão presentes para garantir a organização e a manutenção das escolas. O investimento na educação como um todo, não é só de responsabilidade dos Governos (Federal, Estadual e Municipal), é antes de tudo, nosso dever como cidadãos que pagam impostos, de cobrar o retorno correto e satisfatório daquilo que pagamos com nosso trabalho.
Somos personagens, em Pomerode, de muitas ações em que as comunidades se uniram para a construção ou a reconstrução de escolas, e isso, sem dúvida, reflete nos números de pobreza, de educação e desenvolvimento da cidade.
Nossos avós diziam: é de pequenino que se torce o pepino. É muito mais fácil, rápido e eficiente investir durante o crescimento de uma pessoa do que querer fazer com que ela mude o modo de viver depois de adulto.
Por Mariana Rudek
(Jornalista do Jornal de Pomerode)

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