Artigo
Procrastinar é uma palavra que não é comum a muitos brasileiros, mas sem saber, essa palavra define muito bem o “jeitinho brasileiro”.
Se não agora, depois teremos frutos
Procrastinar é uma palavra que não é comum a muitos brasileiros, mas sem saber, essa palavra define muito bem o “jeitinho brasileiro”.
A dois anos da Copa do Mundo de futebol, e a quatro das Olimpíadas no Rio de Janeiro, as intenções e atenções estão voltadas em melhorar o país todo para receber milhões de turistas e esportistas que competem nesses eventos.
Sim, isso é um assunto chato, todo mundo fala sobre e o que é verdade é que poucos dados se têm. Muita boa vontade e um sonho enorme que o mundo sobreviva até lá talvez não seja suficiente.
Bem, o que tem se falado por aí é que o Brasil não será afetado pela profissão do fim do mundo em 2012, porque não tem estrutura, nem tempo hábil para se estruturar e receber um evento grandioso como esse até o final do ano.
A primeira palavra que citei neste artigo significa adiar, deixar sempre para a última hora. Será que nós é que fomos criados na cultura do adiamento, ou será que fomos acostumados com a morosidade com que tudo é conquistado no Brasil? Na verdade, parece que enquanto nossos vizinhos estão na era das altas velocidades, ainda navegamos em caravelas ultrapassadas e caindo aos pedaços.
Querendo ou não, esse nosso jeito especial de resolver as coisas, nada mais é que pensar numa solução rápida para as coisas. Com sorte são boas e duradouras, mas comumente são para tapar buracos… Enfim.
Toda essa parafernalha de obras e eventos e dinheiros, muitos dinheiros, pode sim trazer algum retorno positivo para nossa economia em crescimento. Esse deslocamento do eixo de grandes países, com economias fortes e consolidadas, na execução de grandes eventos, faz com que esses ex-anfitriões se voltem aos problemas dos demais países, assim como foi com a África do Sul.
Talvez esse olhar venha para tentar camuflar os reais problemas do Brasil (assim como também aconteceu outras vezes), mas pode contribuir com a imagem de país caótico, violento, selvagem e pelado que, comprovamos, os estrangeiros têm da gente.
Querendo ou não, todos esses PAC’s e Bolsas da vida surgiram com o intuito de melhorar, pelo menos alguma coisa, para os eventos mundiais citados. Claro, não irão melhorar 100% do país em dois anos, mas com certeza, trarão resultados futuros.
E nessa espera infinita de investimentos e resultados, procrastinamos mais uma vez a nossa vontade de ser algo melhor. Se não agora, depois veremos os resultados.
Por: Mariana Rudek (Jornalista)Se não agora, depois teremos frutos
Procrastinar é uma palavra que não é comum a muitos brasileiros, mas sem saber, essa palavra define muito bem o “jeitinho brasileiro”.
A dois anos da Copa do Mundo de futebol, e a quatro das Olimpíadas no Rio de Janeiro, as intenções e atenções estão voltadas em melhorar o país todo para receber milhões de turistas e esportistas que competem nesses eventos.
Sim, isso é um assunto chato, todo mundo fala sobre e o que é verdade é que poucos dados se têm. Muita boa vontade e um sonho enorme que o mundo sobreviva até lá talvez não seja suficiente.
Bem, o que tem se falado por aí é que o Brasil não será afetado pela profissão do fim do mundo em 2012, porque não tem estrutura, nem tempo hábil para se estruturar e receber um evento grandioso como esse até o final do ano.
A primeira palavra que citei neste artigo significa adiar, deixar sempre para a última hora. Será que nós é que fomos criados na cultura do adiamento, ou será que fomos acostumados com a morosidade com que tudo é conquistado no Brasil? Na verdade, parece que enquanto nossos vizinhos estão na era das altas velocidades, ainda navegamos em caravelas ultrapassadas e caindo aos pedaços.
Querendo ou não, esse nosso jeito especial de resolver as coisas, nada mais é que pensar numa solução rápida para as coisas. Com sorte são boas e duradouras, mas comumente são para tapar buracos… Enfim.
Toda essa parafernalha de obras e eventos e dinheiros, muitos dinheiros, pode sim trazer algum retorno positivo para nossa economia em crescimento. Esse deslocamento do eixo de grandes países, com economias fortes e consolidadas, na execução de grandes eventos, faz com que esses ex-anfitriões se voltem aos problemas dos demais países, assim como foi com a África do Sul.
Talvez esse olhar venha para tentar camuflar os reais problemas do Brasil (assim como também aconteceu outras vezes), mas pode contribuir com a imagem de país caótico, violento, selvagem e pelado que, comprovamos, os estrangeiros têm da gente.
Querendo ou não, todos esses PAC’s e Bolsas da vida surgiram com o intuito de melhorar, pelo menos alguma coisa, para os eventos mundiais citados. Claro, não irão melhorar 100% do país em dois anos, mas com certeza, trarão resultados futuros.
E nessa espera infinita de investimentos e resultados, procrastinamos mais uma vez a nossa vontade de ser algo melhor. Se não agora, depois veremos os resultados.
por Mariana Rudek (Jornalista)