ARTIGO
Além do sangue, muito mais no coração.
Além do sangue,muito mais no coração.
Amores serão sempre amores. Mas o amor passa do conceito homem e mulher, quando se vive ele na alma e no dia a dia. Acima de qualquer coisa, amo minha família; minha base e o meu alicerce. É um amor incomparável e indiscutível. Se existem diferenças? Não existe relação sem brigas, convivência sem discussão e sentimento sem diferenças. Esse amor, à minha família é único e ponto final. Não há água que lave ou fogo que queime. Apenas o sangue que renova cada laço de união entre os familiares. E se Deus nos dá a família de berço, ele também proporciona que possamos escolher algumas pessoas, que nos unem aos seus laços, mesmo que não há genética alguma que as ligue.
É nesse momento que brota o amor, por adoção. Falo por mim, que ainda não tenho sobrinhos (pelo menos não de sangue – vocês já vão entender), nem filhos. Tenho um irmão de sangue, e uma irmã de coração, uma amiga que foi me permitido conhecer e que hoje não existe outra relação a não ser de irmandade.
É essa irmã, que me oportunizou conhecer e conviver com uma menina linda, a Alice, de quatro anos, cujo sorriso para mim, é inigualável. Assim como meu “amor adotivo” de tia, por ela. Ouvir um “também estou com saudade de você”, e sentir aqueles bracinhos envoltos no meu pescoço, faz qualquer dia péssimo, melhorar na hora.
E isso não é reconhecimento, nem recompensa. Não há no mundo, quantia que pague por esses pequenos gestos. Simples assim… É amor, é zelo, é cuidado. Tenho todo o carinho, como se fosse minha sobrinha mesmo. E como amo essa menina. E a mãe dela e a família toda, que agora, de forma “egoísta”, também considero minha. Minha família de coração, mas nem por isso menos verdadeira.
Quando mais nova, lá pela adolescência, não entendia muitos dizeres da minha mãe, dizendo que a preocupação que tinha comigo, era por amor. Que se pudesse tirar determinada doença de mim, e tê-la em dobro, o faria. Realmente, não entendia!
Hoje entendo em termos essas reações, quando meu coração aperta, por exemplo, se o meu irmão, que é mais novo ainda não chegou da “balada”; ou como hoje, se ele me liga precisando de ajuda. Ou quando eu o vejo com um simples resfriado. Esses são só exemplos do que esse alicerce me significa, do quanto pessoas podem se tornar especiais e necessárias. De como a vida proporciona boas surpresas e como deus nos permite escolher quem também queremos no coração.
É um sentimento inócuo, mas que vem do coração e merece todo o respeito. Seja de sangue, por opção ou por uma escolha de Deus, esses são amores que não vão e vem. Eles ficam. Para a vida toda, ou além dela.
Seja de sangue, ou de coração, o valor que essas famílias têm, precisa ser levado em consideração e respeitado. Sintonia assim, sem pedir nada em troca, na alegria e na tristeza, na saúde e na doença, só mesmo assim.
Por: Francielle Furtado