Artigo
O bem sem ver a quem
Nossas profissões nos dão vários motivos para nos orgulharmos de nós mesmos. No jornalismo, temos a oportunidade de conhecer muita gente e é gratificante para nós quando publicamos algo sobre alguém que, de um jeito particular, tenta mudar para melhor a realidade das pessoas que vivem em torno.
Melhor ainda é quando nos damos conta que, mesmo que seja um trabalho pequeno, percebemos que ele é feito com amor e dedicação. Essa edição nos leva a refletir um pouco sobre o que estamos vivendo e qual a diferença que queremos fazer no mundo.
Parece um pouco de filosofia, dessas que temos quando estamos tomando banho, ou sentados observando a chuva molhar a janela. Mas quem de nós nunca se perguntou qual o nosso objetivo aqui e o que devemos fazer para melhorar a situação que nossos filhos vão encontrar no futuro?
Um dos exemplos que tive essa semana foi o de levar alegria, não ter medo de assumir, mesmo que jovem, um trabalho que há anos era desempenhado na família. Um exemplo de simplicidade, força e coragem. Muitos não têm coragem, nem com cara a pintada, de trazer uma boa nova, ou de trazer alegria. Muitos nem sabem o que é levar uma notícia boa.
Também não é preciso subir num palco e arrancar gargalhadas. Fazer uma visita a um amigo doente ou a quem passa por dificuldades, afagar uma criança que chora, atender um carente que passa pela tua casa, separar o lixo para cuidar do meio ambiente. Pequenas ações também fazem diferença e podem estar ligados ao motivo pelo qual ainda estamos nesse mundo.
Outro personagem que iluminou a semana e que, com certeza, é responsável pela alegria de muitas outras vidinhas em Pomerode, nos mostrou que, com um pouco de vontade, é possível transformar o mundo de sonhos em realidade. Além disso, ele mostrou que não basta tentar agradar alguém, é preciso querer e pensar em qual será a melhor forma disso acontecer.
É comprovado que um abraço cura doenças, que um sorriso é capaz de mudar o destino de um dia. Se essas pequenas coisas são capazes de fazer isso, imaginem quando trazemos com a gente toda essa energia boa que sentimos quando alguém nos ajuda e a transmitimos… As coisas boas não foram feitas para serem guardadas.
Quem ainda não teve essa experiência de se doar sem esperar receber em troca, ainda não sabe como é bom fazer isso e pode até achar estranho que outras tantas pessoas façam isso diariamente, mas com certeza, o que vale a pena para essas duas pessoas que estão nas páginas do Jornal de Pomerode é o sorriso nos lábios de quem recebe essa boa ação, seja na cura da alma, ou na cura da carência.