Aqui se ensina voleibol
Projeto de voleibol atende mais de 100 alunos e quer iniciar mais 130 até o fim de 2010.
Dois anos pode parecer pouco para um projeto desportivo dar frutos, como vem acontecendo com o trabalho de voleibol da Associação Escola de Esportes de Gaspar (A.E.E.G.), que teve início em 2008, com uma parceria com a Unisul, e hoje já existem três pólos de iniciação ao vôlei. A meta é de que até o fim de 2010, o número de alunos atendidos chegue a 250.
Coordenado pela treinadora Daniela Pereira, o projeto dá oportunidade aos jovens de 10 a 16 anos aprenderem e praticarem o segundo esporte mais popular do Brasil.
A Associação é mais recente, foi fundada em 2009, mas foi criada justamente para permitir que o projeto não fique estagnado e possa crescer ainda mais.
No início eram apenas 15 meninas da Escola Norma Mônica Sabel, no bairro Margem Esquerda, atualmente, são 120 adolescentes atendidos pelo projeto.
Como já falamos, o objetivo é ampliar e atender 250 alunos. Para isso, dois novos pólos estão sendo vislumbrados para receber as aulas da equipe de quatro profissionais de Educação Física, coordenada por Daniela.
O trabalho não visa inicialmente formar uma grande equipe e promover grandes atletas, como explica Daniela que trabalha na contramão. “Nós damos oportunidades para jovens que não têm o perfil dos atletas de vôlei praticarem a modalidade, muitos que querem praticar vôlei e não encontram espaço em equipes da região, aqui sabem que serão bem recebidos”, exemplificou a treinadora.
Porém, não é por esse pensamento que os treinadores deixam de pincelar os melhores atletas e montar grupos para disputar nas competições de base do voleibol catarinense. “O esporte de rendimento é um caminho natural quando se trabalha com um grande grupo e tem a possibilidades de selecionar os destaques. O talento é nato para alguns, nós apenas damos a oportunidade ideal para eles se desenvolverem”, afirmou Daniela.
Além da Escola Norma Mônica Sabel, o projeto está no Ginásio da Bunge Alimentos, no bairro Poço Grande, e no Colégio Madre Francisca Lampel, no Centro. Hoje, já forma equipes e treina meninos também. Um fator importante da Associação Escola de Esportes de Gaspar é que o vôlei é aberto aos jovens, independentemente de estudarem nos pólos. É necessário ressaltar que esses jovens precisam estar regularmente matriculados em uma das escolas das redes municipal, estadual e privada.
Mas como manter todo este trabalho, além do apoio da Unisul, também há a contribuição dos pais dos alunos e apoio da Fundação Municipal de Esportes na participação das competições, no mais, a cessão dos ginásios pelas escolas e pela empresa Bunge.
Esse é o terceiro ano do projeto de iniciação ao vôlei e a expectativa é que ele não pare de crescer e construa a estrutura para, além de formar cada vez mais jovens jogadores, ainda permita serem montadas equipes para disputarem o estadual infantil feminino.
Resultados
Nesses dois anos, além de permitir que mais de uma centena de jovens pratiquem o voleibol, os times comandados por Daniela Pereira conquistaram bons resultados nos Jogos Escolares e nos torneios regionais e estaduais promovidos pela Unisul. Em 2008, a equipe infantil feminina ficou em terceiro lugar na classificatória regional dos Jogos Escolares (JESC). Outras conquistas foram os terceiros lugares no mirim feminino nos JESC e no Regional da Unisul.
No ano seguinte, vieram outros bons resultados. O primeiro foi a vitória no Regional da Unisul pela equipe pré-mirim feminina. Teve também o segundo lugar no mirim do Regional da Unisul. Mas quem pensa que só as meninas fazem bonito no voleibol, engana-se, pois os garotos treinados por Daniela Pereira e sua equipe também trouxeram um título para Gaspar, campeões mirins do Regional da Unisul.
A grande façanha e prova para as equipes deste projeto foi no Estadual da Unisul, realizado em Tubarão, no qual Gaspar ficou com um terceiro lugar no mirim masculino, quarto no pré-mirim feminino e uma quinta colocação no mirim feminino. “Avalio como um ótimo resultado já que foi a primeira vez que esses jovens estavam indo para outra cidade para competir”, analisa Daniela.