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Aprendendo com as diferenças

Alunos da Apae e da Escola Prudente de Morais realizam atividade juntos e monstram que de perto, todos somos iguais.

12 de novembro de 2010

Como continuidade do Projeto do Grêmio Estudantil Capim Verde, da Escola Prudente de Morais, os alunos da Escola Especial Criança Esperança, Apae de Pomerode, conheceram e aprenderam sobre o universo escolar da Prudente de Morais, em conjunto com os alunos da mesma.

O diretor, Marcio Torath, explica que o objetivo do encontro é promover a cidadania dentro do ambiente escolar. ?A proposta do Grêmio era envolver os alunos fora dos muros escolares, promovendo a cidadania e o respeito ao próximo?.

Na segunda-feira, 08/11, durante a manhã e a tarde, alunos da Apae realizaram atividades na escola Prudente de Morais. ?Os alunos logo que chegavam já eram acompanhados pelos nossos alunos, que viraram monitores. Em cada sala uma atividade era desenvolvida. Eles tiveram oportunidade de mexer nos computadores, cantar no karaokê e realizar atividades físicas no ginásio da escola?, conta o diretor.
Ele comenta que os alunos se dividiram em três grupos com dez pessoas para que todos pudessem passar por todos os ambientes. ?Enquanto dez alunos estavam na sala de informática, dez estavam no karaokê e os outros dez no ginásio. Passados 30 minutos, eles trocavam as atividades. Assim, todos puderam participar um pouco de cada trabalho oferecido?.

À tarde, todos os estudantes ainda foram agraciados com uma peça teatral do grupo Anchieta, de Itajaí. A apresentação arrancou risos da plateia das duas escolas, que juntas, nem pareciam não ser da mesma instituição.

Para Felix Orzechowski, presidente do Grêmio Estudantil, essa foi a continuação de um projeto que já havia dado certo uma vez. ?Primeiro fomos a Apae conhecer o trabalho que eles fazem lá. Estimulamos os alunos a acabar com os preconceitos existentes em nossa sociedade. Agora, queríamos que eles viessem conhecer onde nós estudamos, possibilitando que os alunos que não puderam ir aquela vez na escola especial, pudessem ter o contato com os alunos?.

E a interação entre alunos especiais e alunos regulares parece ter dado certo. ?Deixamos os alunos mais tempo no recreio, para que eles interagissem uns com os outros. Muitos conversaram e no final, teve até dança entre os alunos. Foi muito gratificante ver os alunos juntos?, comenta o diretor.

Para a diretora da escola especial, Riacarla Rauh essas atividades motivam os alunos a conhecerem outras realidades, fora do âmbito escolar. ?É uma iniciativa muito válida, além disso, é muito bom saber que isso partiu deles, e não de nós. A retribuição das atividades desenvolvidas em agosto na Apae, são a certeza de que a experiência foi muito válida?.

Para o próximo ano, a intenção do Grêmio Estudantil é continuar com as atividades da parceria formada entre a Apae e o Grêmio. ?Queríamos mostrar para quem não teve oportunidade de ir até a escola especial, que os preconceitos devem acabar. Como a parceria está muito forte e os alunos gostaram muito dela, pretendemos continuar no próximo ano?, conta o presidente do Grêmio.

“A proposta do Grêmio era envolver os alunos fora dos muros escolares, promovendo a cidadania e o respeito ao próximo?.
– Marcio Torath [Diretor]

 

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Aprendendo com as diferenças

 

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