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Apae cria solução para que o transporte de alunos continue sendo feito

A comunidade “apaeana” está tentando encontrar uma maneira de conseguir manter o serviço de transporte dos alunos até a instituição, e após o término das aulas, de volta para a casa. A solução encontrada foi uma contribuição das próprias famílias, no valor de R$ 125,00, com 120 contribuintes.

3 de outubro de 2017

A comunidade “apaeana” está tentando encontrar uma maneira de conseguir manter o serviço de transporte dos alunos até a instituição, e após o término das aulas, de volta para a casa. A solução encontrada foi uma contribuição das próprias famílias, no valor de R$ 125,00, com 120 contribuintes. 

A decisão foi tomada no dia 19 de setembro, mas somente agora os documentos para confirmar a adesão dos pais começaram a ser distribuídos. Na reunião, convocada pelo Ministério Público de Pomerode, um quórum de 26 pessoas, decidiu, por unanimidade, que o dinheiro seria arrecadado dessa forma, porque não foi encontrada outra solução e o serviço não poderia ser cortado. 

A princípio, as formas possíveis de contribuição serão por pagamento direto à Apae; por meio da fatura da conta da Celesc; ou ainda, uma terceira possibilidade está em tramitação e deve ser aprovada pela Câmara de Vereadores, tornando possível, também, o pagamento por meio da fatura da conta de água do Samae. 

Hoje, são 78 alunos que dependem do transporte para chegar e voltar da Apae, nos períodos matutino e vespertino. Além do ônibus, de propriedade da própria instituição, ela conta com uma Topic terceirizada, finalizando, no total, oito viagens diárias. Os dois transportes, juntos, custam à Apae R$ 15 mil. 

“O dinheiro arrecadado será destinado, principalmente, a este fim, para que o serviço do transporte, que é tão importante, não se perca. Mas, o dinheiro poderá ser usado para custear as atividades como um todo, pois temos uma estrutura bastante grande aqui, com diversos especialistas e atividades. Tudo era oferecido gratuitamente, mas hoje se tornou inviável e precisamos, infelizmente, fazer essa mudança”, ressalta o vice-presidente da instituição e pai de aluno, Silvio Bodenmüller.

A diretora da Apae, Riacarla Rauh, reafirma o que foi explanado pelo vice-presidente e complementa, reforçando o quanto é importante que as famílias também contribuam para o bom funcionamento da instituição. “Nós, aqui, temos muitos serviços oferecidos com o máximo de qualidade. Então, precisamos do apoio das famílias para que tudo continue sendo feito da melhor maneira possível”, pondera. 

A questão do transporte dos alunos da Apae já dura cerca de um ano. Em fevereiro de 2017, houve, também, a ameaça de corte do serviço, mas duas atitudes foram tomadas para que não acontecesse. A primeira foi centralizar a rota, evitando passar em ruas muito distantes. 

Mas isso trouxe dificuldades para muitos dos alunos, principalmente os cadeirantes, que precisavam percorrer grandes distâncias até o ponto em que o ônibus passava, além de não ser possível ir em dias de chuva. 

A segunda solução veio no mês de março, quando uma comissão da Câmara de Vereadores aprovou um projeto que destinava R$ 60 mil, que eram de reservas da própria Câmara, para a Apae. Estes foram divididos em quatro parcelas de R$ 15 mil, que duraram até o mês de agosto. Já em setembro, a Apae custeou o transporte e, em outubro, estava incerto. 

Agora, as famílias devem entregar a contribuição até o dia 12 de cada mês, para que haja tempo hábil de sempre deixar o dinheiro que será necessário em caixa. 

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