Geral

Alzheimer: uma doença silenciosa

Uma doença incurável que se agrava ao longo do tempo, mas pode e deve ser tratada. A Doença de Alzheimer tem, em sua maioria, como vítimas pessoas idosas.

1 de junho de 2015

Uma doença incurável que se agrava ao longo do tempo, mas pode e deve ser tratada. A Doença de Alzheimer tem, em sua maioria, como vítimas pessoas idosas. Em Pomerode, há alguns registros e Dona Ingeburg Wruck, de 79 anos, é uma das pomerodenses que sofre com seus sintomas.

A doença se apresenta como demência, ou perda de funções cognitivas (memória, orientação, atenção e linguagem), causada pela morte de células cerebrais. Quando diagnosticada no início, é possível retardar o seu avanço e ter mais controle sobre os sintomas, garantindo melhor qualidade de vida ao paciente e à família.

No caso de Ingeburg, os primeiros sintomas foram registrados após a realização de uma cirurgia cardíaca em junho de 2008. “Não temos histórico na família da doença, meus avós sempre viveram bastante e sempre lúcidos. Os primeiros sintomas foram pequenos lapsos de memória, seguidas por quedas e fraqueza”, explica a filha Niomar.
Niomar mora com a mãe e é auxiliada por Sônia Riebe durante as tardes. “Atualmente, minha mãe voltou a andar sozinha, mas sempre é supervisionada. No fim do ano passado ela deixou de fazer qualquer atividade, pois já não lembra mais onde guardam-se as coisas. A perda da memória recente também é comum agora, além do esquecimento de fatos passados”, revela a filha.

Até ser diagnosticada com a doença, Ingeburg era uma mulher independente, dirigia sozinha, visitava as amigas, jogava dominó e possuía uma memória invejável. A doença, que vem silenciosa, hoje é controlada com medicamentos, distribuídos pelo SUS.

Niomar conta que a principal receita para lidar com a doença é ter paciência. “É preciso ser paciente e permitir que ela faça as coisas no tempo dela. Ela tem uma rotina própria e isso deve ser respeitado. Além disso, o apoio da família é fundamental”, completa.
Lidar com a doença pode ser um momento muito difícil na família, mas para isso, Niomar também participa de um grupo de apoio aos cuidadores, denominado ABRAz, com sede em Blumenau. “Comecei a participar do grupo e desde então, pude tirar muitas dúvidas, através de palestras e troca de experiências. Com o grupo, passamos pela fase da informação, aceitação, adaptação e apoio, fundamentais para a família e paciente”, revela.

A ABRAz é uma entidade sem fins lucrativos, formada por profissionais da área de saúde e familiares de pessoas com a doença de Alzheimer, que busca transmitir informações através de grupo de apoio aos cuidadores, atividades para pacientes, campanhas informativas, cursos e treinamentos, desenvolvimento de projetos sociais.
O Dia Mundial da Doença do Alzheimer é comemorado em 21 de setembro e para celebrar a data, acontecerá um Seminário sobre o tema com importantes palestras, na Furb. Participe e saiba mais através da página da entidade no facebook!

Notícias relacionadas